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Blues Writer
 


Saimos dessa Pra Melhor....

Por motivos de força maior....muito maior
tivemos que mudar de endereço:
http://blueswriter-blueswriter.blogspot.com

apareçam por lá....
abraço

Escrito por fernandobluesborghi às 17h31
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Leia mais em:

http://sensivelldesafio.zip.net/

Escrito por fernandobluesborghi às 15h01
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O Uol continua de sacanagem comigo..... O texto abaixo é da minha amiga Célia Musili, acabei de ler e não me contive em ripá-lo pra cá. Muito bom....

Escrito por fernandobluesborghi às 15h00
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Célia Musili

Eu e meus carros Nunca liguei muito para carros e mesmo que tivesse a oportunidade de ter um ''último tipo'' talvez o trocasse por uma volta ao mundo, passando pelo deserto do Saara onde os camelos têm mais utilidade do que um automóvel. Na verdade, minha história com os carros é hilária. A começar pelo Fiat 147 com o qual ia à faculdade nos anos 80, levando e trazendo amigos que até hoje não sei como tiveram a coragem de andar comigo. Fiquei um bom tempo com aquele carro que era minha péssima marca registrada, mas parceirinho dos bons nos dias de sol ou de chuva. Levei azar, ou imensa sorte, na noite em que o estacionei na avenida Higienópolis e o motorista de um Escort, a uns 100 por hora, entrou na sua lateral sem dó nem piedade.. Como meu carro estava parado, não havia o que discutir. O moço teria que pagar o conserto, mas já não havia conserto e, depois de muita conversa, ele se viu obrigado a me pagar o valor integral do automóvel. Se é que ''aquilo'' tinha algum valor. Pouco tempo depois, recém-saída de um divórcio, decidi comprar meu primeiro carro sem palpite masculino. Não preciso dizer que me dei mal. Com a grana do primeiro Fiat 147 e mais umas economias, lá fui eu sozinha para a ''pedra'', local no centro de Londrina onde os picaretas vendiam gato por lebre. Escolhi outro Fiat 147 e voltei feliz da vida para casa, enquanto os picaretas comemoravam como se tivessem me vendido a Bomba H. Não precisei rodar muito para descobrir que aquele carro era que nem homem bonito: só prestava a lataria. No mais, tinha o motor avariado, como o cérebro de alguns tipos que não funcionam nem sob pressão. Passados alguns meses, vivi uma nova aventura quando ele foi roubado, enquanto eu fazia plantão no jornal e tinha deixado o bonitão numa rua escura. Depois do estresse da ''ocorrência'', que me obrigou a registrar um BO na delegacia, passei uma noite insone esperando a polícia dar a busca para tentar encontrar meu Fiat velho de guerra. Não preciso dizer que nem os ladrões aguentaram aquele carro e o abandonaram, poucas horas depois, na periferia da cidade. Acho que chegaram à conclusão que só mesmo um idiota podia rodar com aquilo. Fui buscar o carro e, na minha volta triunfante para casa, protagonizei no prédio em que morava uma cena de comédia. O automóvel estava mais avariado do que de costume e precisou ser guinchado. Mas caminhão, guincho e carro era coisa demais para passar pelo tempo cronometrado do portão eletrônico. Quando o carrinho estava quase entrando...bumm, o portão fechava e a operação tinha que recomeçar. Depois de umas quatro tentativas, com os moradores do edifício nas janelas observando com ódio minha ''epopéia'', meu Fiat imprestável foi, enfim, colocado na garagem e quase cantei ''Aleluia!'' para louvar ao Senhor. Minha aventura com os carros não parou aí. Um dia, fui escalada para fazer matéria sobre o lançamento de um novo carro. Lá fui eu para a Bahia, sem saber direito o que era ''trio elétrico'', expressão muito utilizada pelos vendedores de automóveis. Pensava que ''trio elétrico'' era apenas o carro de som que levava Ivete Sangalo pelas ruas de Salvador no Carnaval. Mas tive tempo para aprender algumas coisas. Os lançamentos são festivos, duram alguns dias, e havia palestras em que os jornalistas especializados discutiam até mesmo a ''rebimbela da parafuseta'' com cara de doutores. Fiquei bem quietinha, só consultando o manual do automóvel e pegando no ar as informações dos entendidos. E, mais uma vez na minha vida profissional, a sorte ficou ao meu lado: o carro que estava sendo lançado era um modelo de quatro portas. Então, quando os sabichões se enfiavam no banco da frente para discutir o painel, a direção e o novo câmbio, eu me sentava no banco de trás e ficava atenta às ''aulas''. Voltei da Bahia sabendo quase tudo do automóvel, escrevi uma matéria redondinha, sem dar vexame, e nunca mais esqueci que ''trio elétrico'' não é apenas aquele carro de som cheio de axé. Na vida pessoal, mais tarde troquei o velho Fiat por um Tipo quatro portas, para homenagear aquele carro que me ''salvou'' na Bahia. Viva o Senhor do Bonfim! Depois me enamorei de um Palio, com quem vivo até hoje. Ele não chega a ser bonito, mas tem cérebro...ops. Tem motor.

Escrito por fernandobluesborghi às 14h56
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A Uol está de sacanagem comigo!
Não tem como definir os textos de maneira correta e
nem ao menos inserir uma imagem!
Deixa eles comigo!
rssssssss.....

Escrito por fernandobluesborghi às 22h42
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El Mavericone

Em certas ocasiões temos tanta certeza do que estamos fazendo que tudo ao redor parece não fazer sentido. Uma cegueira toma conta dos sentidos e faz com que nossos impulsos dupliquem até conseguirmos alcançar nosso objetivo. E depois que chegamos lá? O que vamos fazer agora? Mavericone Rubro-Zorro eis minha primeira aquisição automobilística. Nada mal para um goiaba com menos de 15 anos. Sonho de consumo? Poder? Liberdade Total? Uma mistura de tudo e mais um pouco. Eu me sentia realizado afinal era um desejo, um objetivo alcançado a duras penas e que a meu ver iria preencher um vazio que eu tinha no peito. Domingo de sol a pino aquele. El Mavericone estava lustrado, polido cheirando a novo apesar da idade já avançada. O macarrão do almoço desceu tão rápido que não deu nem tempo de brigar com a família a mesa. Fato tradicional de família Italiana Quando senti o vento da estrada bater em meu rosto uma mistura estranha de adrenalina e satisfação fez surgir em mim um sorriso neurótico, alucinado, psicopata que eu nunca imaginei possuir.O simples movimento de pisar no acelerador, sentir o motor e ver o velocímetro pouco a pouco passar dos 80, 90, 100km fez eu me sentir poderoso. Como num filme do John Woo eu me via dirigindo El Mavericone de tomadas diferentes. Placas, Outdors de beira de estrada? Na velocidade em que eu dirigia eles não passavam de pequenos pontos estranhos ao redor da rodovia que era engolida por um Speed Racer cheio de espinhas na cara que não via limites, apesar de já estar a mais de cinco horas devorando a estrada. O sol que sempre posou com cara de mal, de poderoso, desistiu de me acompanhar e começou a bater em retirada no horizonte. Foi quando ao sair de uma curva senti el Rubro-Zorro dar uma falhada, duas, três e a velocidade começar a diminuir. Um aperto estranho me veio ao peito ao sentir minha carcaça metálica aos poucos perder força. Todos que por mim passavam buzinavam, gritavam: -Veiculo lento é no acostamento!! –Joga essa merda fora! Aos poucos minha honra foi por água a baixo e tive que estacionar El Poderoso no acostamento. Abri o capô olhei o motor. Pra mim se tratava de um quebra cabeça. O que acontecera com ele. Já se passavam das 19:00 horas e eu no meio do nada sentado na beira da estrada sem saber o que fazer, levei um susto quando uma mão tocou meu ombro : -Combustivel meu filho! Esses monstros consomem uma gasolina danada! Já tive um desses sei como funciona! Nunca havia andado de Toyota. O velho Fazendeiro me levou até um posto a pelo menos 10kilometros dali que foram devidamente recheados de histórias de roubos, tiros e trapaças. Coisas de quem já viveu mais de meio século no meio do nada.Até ai nada de anormal. O duro foi retornar e não encontrar El Mavericon. Igual a um louco gritei aos quatro cantos: -Cadê meu carro?? -Calma meu filho! –Calma o @#$%¨&&**...Cade meu carro? Daquele dia em diante me contento a andar de ônibus. Não consigo me concentrar mais em nada. Tudo parece tão patético e sem graça que a única coisa que ainda me faz sair desse tipo de coma induzido é quando passa um Maverick eu fico imagindo ser o meu.

Escrito por fernandobluesborghi às 19h48
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Da Série: Frases Curtas Alvos Móveis

A Forca Sempre Foi Meu Instrumento
De Corda Favorito

Jack Nicholson

Escrito por fernandobluesborghi às 19h11
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Eu sou suspeito demais para falar do trabalho do Selton Mello.
Admiro demais o trampo desse cara, considero um dos melhores
atores de sua geração e admiro acima de tudo sua honestidade.
Assisti Sexta-Feira "O CHEIRO DO RALO", onde ele além de ser
o protagonista do filme defende com unhas e dentes o
personagem. Sem dúvida o melhor filme que eu vi esse ano (e olha
que eu assisti uma pancada de filmes), não só pela interpretação
do Selton, mas por todo o conjunto.

Puta filme. Vale a pena ser visto.

Assista que eu garanto que você não vai se arrepender.
Se você é como eu  um fã desses filmes honestos  feito
com a cara e a coragem assista O CHEIRO DO RALO.



Escrito por fernandobluesborghi às 16h45
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Bennet salvando o dia...

Veja mais pérolas:

http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/



Escrito por fernandobluesborghi às 18h13
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Mulheres e Crianças Primeiro


A espaçonave pousou no quintal de Seu Juvêncio exatamente as
duas e meia da manhã. O efeito pirotécnico de luzes e fumaça
foi tanto que de imediato os cachorros incumbiram-se de acordar
a família. O velho Juvêncio, Dona Etelvina e os dois filhos
acenderam as luzes da casa e com expressões de puro medo em meio
às janelas entreabertas perceberam atordoados as ilustres visitas
intergalácticas no meio do milharal.
A princípio não conseguiram identificar ao certo o que era aquele
negócio enorme em meio à plantação. A princípio era uma mistura
de Colheitadeira com uma Panela de Pressão. Mas depois de analisar
com um pouco mais de calma, chegaram à conclusão que aquele negócio
estacionado defronte a casa dos Lima e Silva era de outro planeta.
E sendo de outro planeta, eles não tinham lá muito boa fama pelos
lados do Sul do Paraná.                                         
 Mesmo sem querer. Com um medo imenso e tremendo mais do que no dia
do casamento, Seu Juvêncio não viu outra escapatória a não ser encarar
aqueles invasores de igual pra igual, de homem pra homem, de ser humano
para alienígena.
Com um pequeno trabuco na mão direita, um terço na mão esquerda e uma
tremedeira infeliz em ambas as pernas, Seu Juvêncio não tinha outra
escolha a não ser ficar estático defronte a porta da espaçonave.
Os filhos mais a mulher gritavam dentro da casa pressionando o
chefe da família.
-Vai lá pai, bate na porta desse negócio!
-O meu velho, mostra pra esse povo quem manda nessas terras!
 E dando uma de dono do pedaço, Seu Juvêncio resolveu intimidar os
invasores na base do grito e com um tiro para o alto.
-Seja lá quem for que estiver dentro desse trem, trate de ir saindo
logo que essa propriedade tem dono!
A porta da espaçonave abriu, e do meio de um cem número de luzes
e raios infravermelhos, dois enormes alienígenas verdes surgiram
para o desespero do velho Juvêncio que a essa altura havia se borrado
todo, em meio ao desespero e a possibilidade da morte o levar para
outro estágio da vida, o velho Juvêncio não enxergou outra
alternativa, a não ser abrir o jogo com os intrusos intergalácticos.
-Oh Meu Deus! Alienígenas Espaciais! Por Favor, não me comam!
Eu tenho mulher e filhos! Comam eles primeiro!




Escrito por fernandobluesborghi às 19h35
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PAULO AUTRAN E UM POSSÍVEL LEGADO

De Paulo Autran se falará aqui. Não como notícia nem como réquiem.
Mas, sim, como memória. E por um outro motivo, o qual deixarei para o final.

No feriado de 12 de outubro, como deve ser sabido, ocorreu a morte do
ator – já devidamente noticiada, comentada e repercutida nacionalmente.
Ao receber a notícia, súbito me ocorreu uma lembrança. Nítida e cristalina,
como acontece quando lembramos de algo que aconteceu há tempos, mas parece
ter sido outro dia mesmo. Lembrei, com detalhes, do primeiro diálogo que travei
com Paulo Autran.

Não foi esta a única vez que nos falamos. Por obra de ofício, cuidei da
produção executiva de alguns de seus espetáculos, em algumas cidades do interior
de São Paulo. Mas é da primeira vez que trocamos palavras que pretendo extrair a
seiva que escorrerá por este artigo.

Após algumas tentativas frustradas de trazê-lo para se apresentar no Teatro Verdi,
eis que finalmente consigo agendar uma data para a apresentação de seu monólogo
“Quadrante”, espécie de espetáculo-curinga que o ator manteve por quase 20 anos.
Como ele estava em cartaz em São Paulo de quarta a domingo, com uma outra produção,
a data acertada ficou sendo uma terça-feira, dia inusitado e ingrato para se apostar
em um sucesso de público. Outra oportunidade talvez não houvesse. Resolvi aceitar
a aposta.

Acertados os detalhes, contrato assinado, ingressos colocados à venda, estabeleceu-se
que Paulo Autran chegaria a Salto em seu próprio carro, acompanhado de seu técnico de
som e luz, seu secretário e sua administradora. O horário de nos encontrarmos no Teatro
Verdi ficou marcado para as 15 hs. Com alguns (poucos) minutos de atraso, Paulo Autran
chegou. Cumprimentos e formalidades vencidos, ele me comunicou o desejo de comer doce.
Saímos a pé, por opção do próprio ator, em direção a uma doceria. Chegando lá, Paulo Autran
me disse que não era exatamente este tipo de doces que sua “lombriga” pedia. Queria,
segundo suas palavras, “comer doces da infância”. Compreendi.

Levei-o para um boteco em frente à praça. Sua alegria e seu deleite comendo maria-mole,
doce de abóbora em formato de coração e tomando guaraná caçulinha formaram uma imagem
que me é inesquecível. Olhando para a praça, para a Concha Acústica, de repente
Paulo Autran pára, pensa e se dá conta de que, quando menino, “talvez 10 ou 12 anos”,
esteve ali, acompanhando o pai em um passeio. Recorda-se da sensação de medo que teve
ao atravessar uma ponte que lhe pareceu frágil, e que balançava por sobre um rio
Tietê caudaloso.

Ao ser informado de que esta ponte de fato existia e atendia pelo nome de Ponte Pênsil,
manifesta a vontade de que eu o leve até ela. Digo-lhe que se encontra fechada, imprópria
para o uso. Insiste. Quer ao menos vê-la. Levo-o. Parado, olhando para o portão lacrado
da ponte, Paulo Autran me diz que “essa é a segunda tristeza que a tua cidade me dá...”.
Segunda?, questiono. “Pois é, o turismo de Salto acaba de cometer uma violência contra
a minha velhice, contra a minha memória...”. Entendo.

Mas ele havia dito ser esta a segunda tristeza. Qual teria sido a primeira? “Sempre
quando me apresento pela primeira vez em uma cidade, mesmo que esteja acompanhado por
alguém que saiba me levar até ao Teatro, costumo fazer uma espécie de teste para medir
o grau de envolvimento das pessoas do local com a Cultura. Paro o carro e pergunto onde
é que fica o Teatro para a primeira pessoa que encontro. Aqui, somente na terceira
tentativa é que uma mulher soube me indicar o caminho. Isso é muito preocupante...”.

Contra-argumentei que os ingressos estavam quase todos vendidos, mesmo sendo uma terça-feira.
Ele me respondeu que isso não deixava de ser um bom sinal, mas que as duas primeiras pessoas
perguntadas, embora não soubessem informar a localização do Teatro, o haviam reconhecido.
O que isso significa?, perguntei. “Que, melhor do que reconhecer o ator famoso, que eles
só conhecem pela imagem que lhes invade as casas, seria saber o caminho do Teatro de sua
cidade...”.

O tempo passou, trabalhei com ele outras vezes e o Teatro Verdi definhou até cerrar suas
portas (provando que Paulo Autran tinha razão em sua preocupação). A notícia de sua morte
me fez recordar desta passagem de minha carreira. Resolvi dividi-la, como uma espécie
de diálogo com os gestores públicos da Cultura saltense.

Às vésperas de Salto ganhar um novo Teatro Municipal: a Sala Anselmo Duarte, prevista
para ser inaugurada em meados de 2008, talvez fosse importante refletir sobre o que me
disse Paulo Autran em algum lugar compreendido entre o portão lacrado da Ponte Pênsil
e o Teatro Verdi, na tarde de uma terça-feira há quase 18 anos atrás.

Ripei esse belo texto do blog do meu amigo Pardim

http//mslppardim.blog.uol.com.br



Escrito por fernandobluesborghi às 20h49
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Da Série: Frases Curtas Alvos Móveis

"Sempre Tive O Maior Cuidado Para Não Tropeçar
No Meu Beiço"

Grande Otelo



Escrito por fernandobluesborghi às 20h28
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Blues....

Vale a pena ouvir.Puta som desses cariocas. Confira:

http://www.myspace.com/tobaccordband

Outro que também vale a pena ser ouvido

é o Jonny Lang, muito bom.....

http://www.myspace.com/jonnylang

Pra ouvir um Bom Blues não tem hora.....

 

 



Escrito por fernandobluesborghi às 17h45
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Rssssss...... Impagável...

O Bennett está cada vez melhor...

Veja Mais....

http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/



Escrito por fernandobluesborghi às 21h25
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Sinal Determinante


Determinadas reações de fúria momentânea ou rejeição mal calculada
a assuntos tão ou mais banais que a quantidade de óleo disponível
em uma panela para a fritura de uma porção de Batatas num domingo
modorrento de calor insuportável recheado de mosquitos por todos
os lados, é sinal determinante de que o fim se aproxima e ou se
faz presente há tempos em um relacionamento.
-Poxa Maria Eduarda, Ovo Frito de novo?
-É Luis Cláudio. Ovo Frito de novo, Por quê?
-Hoje é quinta-feira, e desde Domingo que você não faz outro tipo
de prato. É Arroz, Feijão e Ovo Frito! Tenha santa paciência!
-Eu se fosse você ficaria contente!
-Contente!?
-É! Pelo menos hoje os ovos não estão queimados!




Escrito por fernandobluesborghi às 19h26
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