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O Blues do Terreno Baldio

(Airey, Gillan, Glover, Morse, Paice)

Relacionamentos rompidos
Guitarras detonadas
Fazendo uma última apresentação
No meio de um monte de carros velhos
Espinhos e ervas daninhas
Florescendo entre
Filas de garrafas vazias
E bebuns vagantes

O blues do terreno baldio me soa familiar
Nunca estou sozinho
Sempre lembro de casa

Um de uma dúzia
Coberto de manchas
Embolorado e fedido
Foi tudo o que sobrou
Máquinas canibalizadas
Ossos misteriosos
Conteúdos indesejáveis
De casas anônimas

Esse blues do terreno baldio me soa familiar
Me leve de volta
Sempre lembro de casa

Cachorro velho e sarnento
Escarafunchando a poeira
Uma Mercedes queimada
Sucumbindo à ferrugem
Todas essas coisas
Já serviram pra alguma coisa
Mas aqui estão agora
Servindo pra nada

O blues do terreno baldio me soa familiar
Nunca estou sozinho
Sempre lembro de casa



Escrito por fernandobluesborghi às 20h09
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Casa de Areia

 Eu não deveria ter demorado tanto para assistir a esse filme fantástico. Indico e recomendo Casa De Areia para todo e qualquer apreciador do verdadeiro cinema, daquele que faz você sair do eixo e  sentir-se cúmplice da trama. Casa de Areia é uma obra digna de tirar o chapéu tanto para equipe técnica quanto os atores. Sem sombra de dúvida o melhor filme nacional que assisti esse ano juntamente com O Veneno Da Madrugada - do Ruy Guerra , que trabalha nesse como ator ao lado da Fernanda Torres e Fernandona Montenegro , em interpretações dignas de aplauso. Pérola para ser vista e revista com certeza.

 



Escrito por fernandobluesborghi às 21h41
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Uma do Adão

Graças a Deus com certeza estarei morto quando esse dia chegar

 



Escrito por fernandobluesborghi às 12h36
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"Bob & Harv"

Atenção: esta história em quadrinhos não é para quem procura por uma trama mirabolante, enredos criativos, finais redentores, heróis ou vilões. Também não é uma fuga da realidade. Ela é a realidade.

O recém-lançado "Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos" é um livro de ação - não aquele tipo de ação em que o herói pula de um trem em movimento atirando e ainda acerta todos os alvos -, mas ação como a que você vive no seu dia-a-dia. Entre suas histórias estão uma ida ao supermercado para fazer compras (que dura seis páginas) ou uma conversa que se inicia no elevador de um edifício comercial (e dura outras seis).

O Bob e o Harv do título são os autores das histórias, Harvey Pekar e Robert Crumb. Pekar é um norte-americano normal, que tem um trabalho comum e um cotidiano quase monótono. "Quase" porque ele aprecia momentos como sentir o cheiro de pão novinho, ir ao supermercado fazer compras, comprar discos ou ter uma boa conversa com um colega de trabalho.

E Pekar tem amigos - afinal, ele é um cara normal. E um deles é Robert Crumb, o "papa" dos quadrinhos underground. Suas HQs tornaram-se referência de qualidade e independência: são histórias críticas, ácidas, insatisfeitas com a sociedade e a cultura norte-americanas. São dele os personagens Fritz the Cat e Mr. Natural, por exemplo.

Crumb é um dos ícones dos quadrinhos norte-americanos, transportado ao cinema no documentário "Crumb" (de Terry Zwigoff, de 1994). Pekar também virou filme: "Anti-Herói Americano", de Shari Springer Berman e Robert Pulcini (2003).
Da amizade dos dois surgiram as histórias que integram este livro. Escritas por Pekar e desenhadas por Crumb, elas foram publicadas originalmente na revista independente "American Splendor", e destacaram-se pela sua originalidade. São histórias autorais, autobiográficas, irreverentes.

É mais fácil definir estas histórias por o que elas não são: romances, ficção, infantis ou de super-heróis. Nada disso. São cenas que realmente aconteceram, a maioria protagonizada pelo próprio Pekar. E nestas histórias ele não poupa crítica a ninguém: imprensa, amigos, editores, senhoras que demoram na fila do supermercado...

E não faltam, também, críticas a si mesmo: Pekar não é perfeito - afinal, ele é um cara normal. Na hora de se transportar para quadrinhos, não disfarça seus defeitos. Lá estão seu mau humor, suas roupas rasgadas, sua paranóia, sua raiva, sua ironia, sua preguiça, seus momentos de egoísmo.
As histórias também trazem as reflexões de Pekar. Você sabia que pessoas bem-intencionadas, mas que não realizam o que prometem, são mais nocivas do que pessoas mal-intencionadas? Não precisa concordar: é o que Pekar acha, e expõe, em um monólogo ilustrado por Crumb.

"Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos" não traz apenas momentos de uma vida comum, mas também reflexões, como aquela que eu e você temos enquanto o ônibus não chega ou o médico não nos atende. Não são idéias necessariamente brilhantes ou revolucionárias, mas que, transpostas para o papel, resultam em HQs diferentes e criativas. As curtas histórias de Bob e Harv são assim: pílulas do cotidiano. Para te mostrar que a vida real está lá, a todo instante, e você é que ainda não prestou atenção.


Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos
Autores: Paul Harvey Pekar e Robert Crumb
Editora: Conrad
Quanto: R$ 33 (104 págs.)



Escrito por fernandobluesborghi às 18h46
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Chinatown

A noite parece mais completa quando se está num local indefinido

Da curiosidade surge a surpresa  e a leve impressão

De sempre encontrar o impossivel estampado em

Nossas pegadas  perdidas



Escrito por fernandobluesborghi às 21h38
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Gloria

A dica é do Marião ( linkado ai ao lado ), e vale a pena ser conferida com certeza. Afinal não é toda hora que você tem a oportunidade de ver Van Morisson e John Lee Hooker juntos.

http://www.youtube.com/watch?v=GRlVE2pNQ-s



Escrito por fernandobluesborghi às 19h07
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Ponto Final

Acabei de ler essa pérola da minha amiga Célia na Folha e não resisti a tentação de fazer um clone para este modesto boteco de beira de estrada.

 

Enredos de Alice

 

Ele é uma mistura de Robert Redford e Rudyard Kipling me contando as histórias do Menino Lobo. Talvez ele nem se lembre, mas me falou de Mogli e também me explicou o que faz uma abelha-rainha quando eu nem imaginava como era a vida numa colméia. Tudo isso despertou a curiosidade quase infantil que eu tenho por literatura, biologia, antropologia e outras disciplinas que não aprendi na faculdade. Na minha turma, só havia uns garotos batendo tambores para fazer a revolução e que depois se casaram, se acomodaram e hoje se orgulham de bater um bolão às quintas e aos domingos. Alguns trocaram os filmes 'noir' por Linha de Passe, um programa de TV que eu pensava que era uma atração espírita, com aqueles ''médiuns'' falando sem parar de Dunga, Ronaldo, Ronaldinho e às vezes invocando a ''presença'' do Telê Santana. Para mim, futebol é como política e religião, incompreensível.

 

Sim, eu sei que as mulheres também dão mancadas ao longo da vida. Às vezes só assistem à novela e cansei de ver moças interessantes se transformarem em megeras que dão blitz em celular, reviram os bolsos do marido e fuçam seus e-mails. Quanto mais inseguras, mais chatas. Ciúme é como pimenta, um pouquinho é bom, exagerado, estraga o prato.

 

Além disso, tem aquelas que chamam o parceiro de ''chuchu'', ''pai'' e quase matam o coitado de vergonha quando chegam espalhafatosas gritando ''benhê'' e outros apelidos cafonas na frente dos amigos. Eles também não ficam atrás e chamam a mulher de ''esposa'', ''rainha do lar'' e o pior de tudo: ''patroa'', que para mim é o fim da linha, o amordaçamento do afeto. Como vocês sabem, quem escreve tem simpatias e antipatias pelas palavras. Eu, por exemplo, adoro encantamento, lírios, luminescências. E detesto esposa, mariposa e camisola. Que expressões feias, meu Deus! Eu me ligo mesmo é nas sonoridades.

 

Mas como eu ia dizendo, ele é uma mistura de Robert Redford e Kipling. E se eu viro as páginas dos meus sonhos é por conta da imaginação que corre solta nas linhas desse romance. Então eu paro e pergunto: Por quanto tempo um homem é capaz de sustentar uma paixão? Tenho uma amiga que não aposta nadinha neste talento deles e justifica dizendo que, passados dois anos, eles já não beijam tanto, deixam de oferecer música pra gente, enviar poesia, dizer bom dia e arrematar com a frase: ''Acordei pensando em você!'' Ah! Como é bom. Pode não durar, mas enquanto dura é maravilhoso. E antes que os príncipes virem sapos e a gente engula até a lagoa, há sempre tempo de namorar, de dar uma escapadinha no meio do dia, sem que nada atrapalhe, nem trânsito, nem reunião, nem jogo, nem clima, nem profissão. Vai ver por isso sou partidária do namoro e avessa ao casamento. Êta coisinha chata que é misturar as escovas de dentes! Olha que eu adoro praia, mas até o mar enjoa.

 

Para manter o romance é preciso algum suspense, uma surpresinha, acordar e dormir como quem viaja sem destino. Sempre fui namoradeira, então vamos manter tudo assim, sem mais nem menos. Enquanto estamos no ar, sem previsão de pouso, é possível bater as asas, exercitando uns malabarismos que nos tornam mais criativos. Quando acabar, guardo tudo o que você me contou embalado em fios de seda na memória. O que é bom não se perde, se transforma. Romances nunca são inúteis. Viram lendas, novelas, histórias. Deixe o tempo passar, mas fique assim na fotografia: com o charme de Redford e os enredos de Kipling na ponta da língua. Eu te quero na realidade como na ficção.

 

Beijos, Alice.

 

Célia Mussili

 



Escrito por fernandobluesborghi às 12h07
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