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Dândi Tropical

            Eu não deveria ter demorado tanto para descobrir João do Rio, esse excelente escritor que pude comprovar lendo Dentro da Noite, um livro fantástico de um autor considerado menor pelos “doutores da literatura tupiniquim”. Imperdível.

Até ao batizar-se João do Rio, Paulo Barreto (1881-1921) foi pura ambigüidade: o pseudônimo que o consagrou refletia a sincera paixão por sua cidade-personagem, mas também falseava sua posição nela, aristocrata que não se confundia com os 'joões' das ruas. A dubiedade era também a do homossexual numa sociedade conservadora, do mulato num mundo branqueado, do self-made man na cultura do privilégio. De tanta mistura nasceu um dos mais argutos e divertidos cronistas da belle époque brasileira.

 Dentro da Noite ajuda a aliviar de um triste desempenho editorial - estão no mercado, nem sempre encontráveis, A Alma Encantadora das Ruas (Companhia das Letras), A Mulher e os Espelhos (Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro) e Crônicas Efêmeras (Ateliê Editorial). É pouco para quem publicou 24 livros de crônicas, reportagens, teatro e ficção.

Dentro da Noite é das melhores portas de entrada no universo de João do Rio. Escrito praticamente sob encomenda e lançado em 1911 - como informa o biógrafo João Carlos Rodrigues no sucinto e útil prefácio à edição da Antiqua -, o livro reunia 11 histórias já publicadas em jornal e sete outras inéditas. Tudo isso é fundamental para entender como este surpreendente catálogo de taras e perversões mistura a imaginação do ficcionista com o espírito de observação de um dos primeiros jornalistas que preferiram as ruas às redações. O barão Belfort, típico dândi tropical e alter ego do autor, faz às vezes de cicerone em passeios pelo lado selvagem de um Rio de Janeiro que, no slogan das reformas do prefeito Pereira Passos, 'se civilizava' - ainda que com os pés na Avenida Central e a cabeça nos Champs-Élysées.

É nesse descompasso entre a cidade real e a idealizada, vácuo social e moral em que tudo é permitido, que vivem os personagens de Dentro da Noite. Tendo o dom de dizer 'as coisas mais horrendas com uma perfeita distinção', Belfort narra a volúpia do protagonista do conto-título em alfinetar os braços de sua amada, a trágica paixão movida à morfina entre duas prostitutas (em 'História de Gente Alegre') e, mesclando observações psicológicas e sociais, constrói sem preconceito um sistema de valores em que os impulsos são a medida.

Para João do Rio, ser escravizado pelo desejo é uma espécie de destino, comum tanto ao pai sutilmente incestuoso de 'Coração' quanto ao folião alucinado que se perde em diversos sentidos no Carnaval de 'O Bebê de Tarlatana Rosa', uma das obras-primas do autor.

Por décadas exilado das histórias da literatura brasileira como autor menor e superficial, odiado por contemporâneos ilustres como Lima Barreto (que fez dele o balofo Raul Gusmão, personagem de Recordações do Escrivão Isaías Caminha), João do Rio é hoje onipresente nos estudos sobre o que se convencionou chamar pré-modernismo. É pouco para quem, apesar de ter lutado pela pompa da Academia Brasileira de Letras, estaria bem mais à vontade com o público que com os especialistas. Mais um dos paradoxos de um escritor que quis ser Oscar Wilde, mas, felizmente, terminou sendo ele mesmo.

           Sétimo livro de João do Rio, Dentro da Noite foi lançado em 1911.

 



Escrito por fernandobluesborghi às 11h14
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Rolling Stones viram personagens animados

Ruby Tuesday, dirigido pelos irmãos Paul e Gaetan Brizzi (Asterix Vs Cesar, Ducktales, Fantasia 2000) é um filme de animação com 12 músicas dos Rolling Stones, descrito como uma fábula faustiana sobre uma mãe solteira procurando a felicidade em Nova York.

Complicado? Pois é.

Os diretores do filme entraram em contato com Victoria Pearman, que cuida da empresa de Mick Jagger, a Jagged Films, e ela gostou da idéia, repassando a função de produzir e financiar o projeto para a EuropaCorp, empresa do diretor francês Luc Besson.

A produção deve começar ainda este ano, mas as músicas selecionadas para o filme ainda não estão definidas.



Escrito por fernandobluesborghi às 11h02
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Eu Não Odeio As Pessoas

Só Prefiro Quando Elas

Não Estão Por Perto

(Bukowski)



Escrito por fernandobluesborghi às 18h43
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Figurinhas Blues 3



Escrito por fernandobluesborghi às 18h21
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Figurinhas Blues 2



Escrito por fernandobluesborghi às 18h20
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Figurinhas Blues 1



Escrito por fernandobluesborghi às 18h20
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o Adão é Foda ! ! !



Escrito por fernandobluesborghi às 18h15
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Minha Jolie de Estimação

Ela tem um jeito  todo meigo de conversar

Um poder de seduzir com as palavras digna

Da mais completa e inimaginável musa da sessão da tarde

Sua postura , sorriso e olhos de serpente

Me enfeitiçaram desde a primeira vez que a vi

À séculos estou preso a suas garras

E não faço questão nenhuma de me ver livre



Escrito por fernandobluesborghi às 20h21
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Nationaro Kido

A dias que eu não sonhava

Hoje acordei assustado

Me sentindo  o National kid



Escrito por fernandobluesborghi às 10h38
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Minto Enquanto Posso

Acabei de ler MINTO ENQUANTO POSSO da Andréa del Fuego, um livro muito bom contendo vinte e poucos contos , muitos deles bem surreais e sensuais. Mas o que mais me chamou a atenção foi a divisão dos contos feita através de algumas pérolas feito as que ripei abaixo. O livro é de 2004 , mas com certeza pode ser encontrado nos bons e velhos sebos espalhados por ai.

ou se vai andando

ou se murcha ficando

 

meu vestido é justo no pescoço

com a corda do poço

fiz os cadarços dos pés

 

que o negro me sorva

o buraco de onde as luzes

não escapam

Andréa del Fuego



Escrito por fernandobluesborghi às 10h36
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