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Blues Writer
 


W.C.HANDY "O PAI DO BLUES"

Chamado o "Pai do Blues", o compositor negro William Christopher Handy
nasceu em Florence, Alabama, Estados Unidos, no dia 16 de Novembro de 1873.
Popularizou o blues entre os brancos muito antes do jazz.
sua carreira tinha raizes na música popular e começou em 1896,
como uma espécie de menestrel, além de tocar corneta em cabarés e ter sido
um "bandleader". Mais tarde, foi um dos primeiros editores de música
publicando músicas de compositores negros. Trabalhando em Memphis, Tenessee,
compôs "memphis Blues", "The St. Louis Blues" e muitas outras canções
que incorporaram instrumentação do jazz com a contagem de tempo do ragtime
e do tango dentro do compasso do blues. Em 1918, mudou-se para
New York City onde continuou a trabalhar como compositor para filmes,
rádio e produções da Broadway. W.C.Handy morreu em 28 de março de 1958.



Escrito por fernandobluesborghi às 10h24
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Noites de Terror


O site Memória Viva tem a proposta de recuperar as revistas
que fizeram a história do país. Uma outra página da internet
faz algo parecido, só que na área de terror.
O "Nostalgia do Terror" mostra capas e páginas de revistas de
terror brasileiras. O acervo digital possui edições como esta ao lado,
de "Noites de Terror", de junho de 1960. O Brasil, nem todos sabem,
foi um grande produtor do gênero até meados dos anos 80.

O endereço é http://www.nostalgiadoterror.no.comunidades.net/



Escrito por fernandobluesborghi às 09h42
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Gaitista tem Nome: Litle Walter

Se é preciso dar um nome a um gênio do instrumento : Gaita.

Esse nome é Little Walter.

Mestre absoluto, sem dúvida nenhuma.



Escrito por fernandobluesborghi às 19h28
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. . .continuação

BLUES DO RECRUTA (10)


Meu mundo havia desabado definitivamente.
Assim que desliguei o telefone e tomei a dolorosa iniciativa de
transformar Aretha numa página virada de minha história,
senti todo o peso do mundo em minhas costas.
Uma enorme pancada de chuva acompanhada de granizo moíam o telhado
como a muito tempo não acontecia. E eu nem ai. Não conseguia de forma
alguma superar aquela noticia.Senti uma ânsia tão grande que por pouco
pensei que meu estômago ia sair pela boca. Senti-me o pior dos nauseabundos.
Por alguns minutos fiquei completamente desgovernado,
a deriva e nem sequer notava. Estava no mais completo e absoluto
estado catatônico. Não conseguia raciocinar direito, aquela mistura
improvável de decepção e ruína me atingira de tal maneira que a vontade que
eu tinha era de gritar, chorar, espernear e dessa forma expulsar aquele
sentimento ruim que me corroia por dentro. Nunca poderia imaginar que essa
situação fosse acontecer comigo.
Cheguei ao cúmulo de cogitar que a única alternativa para curar
aquele mal que sentia, seria a morte.
Foi quando o acaso (sempre ele), mais uma vez deu o ar de sua graça.
A tempestade que caia sobre a cidade havia aumentado de maneira consistente
e juntamente com o granizo que desabava cada vez mais fizeram com que a
energia elétrica fosse cortada. Puxei a cortina da sala e ao olhar para o quintal,
não conseguia ver um palmo sequer de grama. Um vento muito forte fazia
com que àrvores centenárias tombassem feito plástico, deixando a mostra enormes raízes.
Mesmo presenciando toda aquela catástrofe eminente, não consegui sair
daquele estado de transe em que me encontrava. Fui até meu quarto e só
encontrei forças para pegar minha pequena gaita e tocar "Good Morning, School Girl",
do grande Sonny Boy Williamson. Viajei de tao maneira nos acordes daquela
grande canção do mestre do Tennesse que nem sequer tinha notado que a
tempestade aos poucos havia acalmado. Ao tirar a gaita da boca, e com um
lenço limpar as lágrimas que copiosamente encharcavam meu rosto,
ouvi uma espécie de aplauso que não cessava, vindo do lado de fora da casa.
Abri a janela do meu quarto, e dei de cara com o velho cego e seu cachorro
do outro lado da rua, debaixo de uma chuva que a essa altura era apenas torrencial.
Sai às pressas. O cenário do lado de fora de minha casa era qualquer coisa de tenebroso.
Gigantes montes de granizo se formavam em todo e qualquer canto em meio a
árvores arrancadas, carros capotados e casas destelhadas.
Em poucos segundos estava frente a frente com aquela figura enigmática de quem
havia ganhado a gaita há alguns meses atrás.
-Parabéns Zero!
-Que?
-Gostei do que ouvi garoto.
-Pensei que você tinha morrido!
-Tinha absoluta certeza que no lado escuro da sua alma residia à essência
do Blues. Era só questão de tempo.
-E de falta de amor também?
O velho cego e seu cachorro já iam me deixando para trás, e antes que desaparecessem
por completo de minha vida, não resisti e fiz minha última pergunta.
-Então o Blues se resume a um Homem triste, solitário e amargurado que
transforma em melodia o que um dia foi amor?
Ele parou, encarou-me de cima a baixo e balbuciou:
-De uma coisa eu sei garoto. Que os que nos amam, nos amem.
E os que não nos amam que Deus vire seus corações.
-E se ele não puder virar seus corações?
-Que ele vire seus tornozelos para que possamos reconhecê-los quando mancam.
E sumiu dentro da chuva que voltava a engrossar.



Escrito por fernandobluesborghi às 18h35
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. . .continuação

BLUES DO RECRUTA (9)


Não havia como negar. Estava transformado.
Ao voltar à casa de meus pais, não era o mesmo. Aquelas fantásticas férias
regadas a muito Blues, vinho e amor haviam feito em mim um estrago
de significantes proporções. A primeira coisa que fiz ao chegar em meu quarto
foi procurar a gaita no fundo de meu criado mudo. Agora sim eu possuía
um objetivo tão ou mais difícil do que entender o Blues e seu
significado: Aprender feito o mais obstinado dos autodidatas a tocar aquele instrumento.
E repeti de forma um pouco mais intensa o que já havia feito na
casa Praieira de minha Avó. Não largava a pequena gaita para nada.
Eram mais de dez horas por dia de estudo e determinação.
O contato com Aretha ficava restrito ao telefone, já que morávamos de
lados opostos do País. Eu no Norte e ela no Sul. Mas cada vez
que conversávamos aumentava ainda mais o desejo de um dia ficarmos
juntos de forma definitiva. E eu acreditava piamente que aquele
sentimento era real e verdadeiro.  Mas enquanto a possibilidade
de trilharmos a vida lado a lado não era possível, o Blues comia solto,
e de certa forma eu conseguia reverter toda aquela energia numa tremenda
força de vontade e aos poucos comecei a dominar o instrumento.
Minha evolução era visível, crescia a passos largos.
Em certas ocasiões até meus pais duvidavam de como eu conseguia
tirar aquele poderoso som da minúscula gaitinha.
Era uma Sexta-Feira, véspera de feriado. Já se passavam das dez horas.
Dormia feito pedra, pois havia  deitado  bem  mais de quatro da manhã,
quando fui acordado pelo barulho ensurdecedor do telefone.
Ao levantar e ainda sonolento ir a direção da sala,
não pude deixar de notar que o tempo estava chuvoso,
e ao longe enormes nuvens de chuva mostravam que o final de semana seria debaixo d’água.
Ao colocar o telefone no ouvido, escutei alguém chorando do outro
lado da linha. Fiquei em silêncio e o choro continuava.
Pensei em desligar o aparelho pensando ser um trote ou algo do tipo.
Mas tive um pressentimento estranho e não o fiz.
Resolvi esperar um instante.  
Até ouvir a voz rouca de Aretha.
-Zero, é você?
-Aconteceu alguma coisa?
Ela estava muito nervosa, ao escutar minha voz,
aumentou ainda mais seu já descontrolado choro.
-Aretha, você está bem!
-Não, não estou nada bem.
Meus ouvidos estavam tão apurados, que não pude deixar
de perceber que ao fundo do telefone, estava tocando um bom e velho B.B.King.
-Você está ouvindo o rei Aretha?
B.B.King era um dos bluesmans preferidos dela.
Ela simplesmente tinha a coleção completa do rei do Blues.
-Everyday I Have The Blues. Como você sabe?
-Estou ouvindo ao fundo. Everyday é uma das minhas preferidas também.
E ela finalmente havia se acalmado. Antes de me tirar de órbita completamente.
-Eu vou ter um filho!
Gelei na hora. Não sabia o que pensar, o que dizer. Comecei a suar frio.
Estava prestes a ter um troço. Senti que minha respiração ficou
ofegante ao tentar encontrar palavras para parabenizá-la.
-No.....nossa. Que...que..coisa maravilhosa... Aretha?!
E achei que o mundo havia desabado.
-Mas como a gente deixou isso acontecer?
Até ela dar o toque final.
-Só que você não é o pai!



Escrito por fernandobluesborghi às 18h33
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Alegria e Tradição: o apimentado ZYDECO !

Sempre escrevo aqui sobre Blues, é claro, mas não posso esquecer dos filhos que ele gerou.
Por esse motivo resolvi falar do Zydeco. Zydeco é uma forma de música popular,
originada no começo do século 20 entre os povos Creole do sudoeste da Louisiana
e influenciado pela música dos Cajuns* baseada nas tradições Afro-americanas,
Blues e R&B que é dominada pelo acordeon de tecla ou do piano e
pela washboard (tábua de lavar roupa). Outros instrumentos incluem a guitarra,
o contra-baixo e bateria. Os temas rurais e as condições econômicas
prevalecem nos títulos, nas letras e nos vocais com estilo Blues sem perder a alegria
e o ritmo dançante. É música obrigatória nas festas tradicionais da Louisiana.
Para ilustrar melhor aos brasileiros, podemos comparar a história do Zydeco semelhante
a tradição do Forró primitivo do nordeste brasileiro e as tradicionais Festas Juninas .
Amede Ardoin fez as primeiras gravações que se tem notícia do estilo em 1928.
O Zydeco chegou ao grande público em meados dos anos 50, com os músicos Clifton Chenier
e de Boozoo Chavis, criadores então do Zydeco moderno. Clifton Chenier transformou-se
na primeira e principal estrela do Zydeco é para o estilo o que
Muddy Waters é para o Blues: um músico que modificou e levou um estilo
de música de raiz ao grande público sem perder sua origem.
Ao longo dos anos o gênero foi revelando ótimos músicos,
principalmente nas décadas de 80 e 90. O principal deles é Buckwheat Zydeco.
Todos esses músicos aprenderam a lição de Chenier: inovar,
adicionando outros instrumentos e ritmos sem perder a essência.

* O Cajuns (palavra originada de Acadian) é um grupo étnico formado por povos
radicados no interior da Louisiana e que se comunicam muitas vezes através de
 um dialeto com forte influência do francês (muitas músicas de Zydeco são
cantadas nesse idioma). Hoje o Cajuns compõe uma parcela significativa da população
do Sul da Louisiana, e exerce um forte impacto no estado.
O Cajuns foi reconhecido oficialmente pelo governo dos EUA como um
grupo étnico nacional em 1980. A culinária Cajun também se destaca na
cultura norte-americana. Arroz, vegetais, grãos e temperos como pimenta(em abundância !!)
e cebola são ingredientes indispensáveis na autêntica comida Cajun,
assim como lagostas, camarões, etc.

Para conhecer mais :

http://www.bluesmasters.blogspot.com/



Escrito por fernandobluesborghi às 12h19
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. . .continuação

BLUES DO RECRUTA (8)

As seis da manhã em ponto chegamos na Ilha.
Os cacarecos para passarmos dois dias naquele lugar Paradisíaco,
foram desproporcionalmente divididos entre os pais de Aretha, ela e eu.
E com o sol ainda não muito quente, encaramos uma caminhada de
cerca de 50 minutos pela areia daquele Paraíso natural e aos poucos
íamos deixando para trás uma por uma suas atrações naturais
(muitas delas nunca exploradas), feito uma pequena caverna que teria sido
freqüentada por Piratas-Hippies do começo do século, uma “jacuzzi” natural
de mais de dois metros de altura, além de uma pedra que lembrava
uma gigantesca tartaruga virada para cima e outra que trazia a mente
quase que de imediato a cabeça de um jacaré.
E finalmente chegamos a um pequeno agrupamento de casas rústicas,
cercadas por milhares de coqueiros que se intercalavam com povoados,
que chamavam a atenção por sua simplicidade e calmaria.
Ao cair da noite devidamente iluminada por um céu estrelado e um
sem número de lampiões, enchemos a cara de Tangirosca, uma bebida local a base de Vodca,
gelo e suco de tangerina. Após entornar uns quatro a cinco copos
daquela mistura explosiva, senti seus efeitos devastadores entrando em ação.
Um calor digno de um vulcão em erupção subia com muita rapidez,
senti o rosto queimar feito um míssil nuclear e cheguei à óbvia
conclusão de que se ficasse naquela roda de conversa com Aretha e seus pais,
por mais alguns minutos corria sérios riscos de estragar toda imagem de durão que
até então havia construído. Aretha deve ter percebido o que estava acontecendo
e resolveu me salvar, arrastando-me pelo braço sobre a areia rente ao mar.
Riamos de qualquer bobagem, nos beijávamos sedentos como se o mundo fosse acabar
e aquele era o seu último instante. Estávamos nos curtindo intensamente,
até decidirmos avançar em direção da até então desconhecida caverna.
No meio do caminho para nossa surpresa demos de cara com um cidadão sentado solitário
no meio do nada, com um desafinado violão em punho cantando qualquer coisa irreconhecível.
Ao chegarmos mais perto demos de cara com uma espécie de clone do velho Raulzito,
em avançado estado de inchamento e completamente chapado.
-As crianças querem dar um tapa na pantera?
Nos sentamos ao redor do figura, que nos brindou com uma espécie de
planta nativa em formato de cigarro. Depois de provarmos da erva,
ele não perdeu a oportunidade de tocar um Chuck Berry em seu violão.
Foi quando percebi que não sentia mais os pés e as mãos. Minha cabeça começava a girar,
flutuando a deriva devidamente alucinado pelas palavras do cidadão cover do Raúl.
Com sotaque Baiano e tudo.
-A vida crianças é um estranho jogo de xadrez em que o bem e o mal
tornam-se instituições intercambiáveis. O mocinho e o bandido são figuras num espelho.
Resolvi entrar no seu jogo.
-Quem é um e quem é o outro?
E Aretha também.
-Qual é a realidade e qual é a aparência?
E ao perceber que estávamos acompanhando seu raciocínio ele se animou.
-Essa é a questão que o mundo contemporâneo nos coloca todo o
tempo crianças: O que é simples imagem e que imagem contém a verdade?
Começamos a rir alucinados, e ele resolver encerrar sua sessão divã  dedilhando “Love Me Tender”.
-Não existe e nunca existirá paz crianças! O principal fundamento da vida é o conflito!
Sem ele não somos nada.
E ao sentir um beijo gelado em meus lábios, acordei. Já se passavam das dez horas da manhã. 
Aretha e eu estávamos deitados como viemos ao mundo, abraçados
feito um só dentro da caverna. A sensação era a melhor possível. Há muito poucas
coisas que são capazes de superar o prazer de acordar e sentir o
corpo quente de uma mulher ao lado.



Escrito por fernandobluesborghi às 11h03
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