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Blues Writer
 


Café Van Gogh ( 35 )

E quando estava absolutamente certo de que o mais correto a se fazer
naquele momento era levantar dali e pegar meu caminho, Lena surge da cozinha
com dois pratos enormes. Com a fome que eu estava não era possível deixar de
apreciar aquele perfume delicioso de comida fresquinha que poderia ser sentido
a quilômetros, com certeza. Depois de me servir, Lena sentou-se ao meu lado e
começou a comer.
-Aproveita e come enquanto aquela louca está ocupada com algumas carreiras na
mesa da cozinha!
Apenas sorri, com a boca cheia.
-Quando ela terminar de fazer a cabeça, o show vai continuar, e a todo vapor,
pode ter certeza disso.
Permaneci calado, apenas comia e ouvia o desabafo de Lena.
-Minha irmã tem um tipo de agonia interior.
-Parece mais raiva!
-A raiva já passou. Mágoa é algo que para ela não existe mais e sua tristeza
aos poucos foi sendo transformada em uma espécie de combustível para sua agonia, sem fim.
Dito e feito. Após um pontapé estrondoso na porta da sala, surge Manuela triunfal
em meio a nós dois. Com uma espécie de fantasia pessoal a base de um violão sem cordas,
chapéu, óculos escuros, uma saia hiponga e cantando de maneira desafinada e
completamente fora de si.
-“Lena o que foi que aconteceu...Quanto tempo já passou...Você foi dar um mergulho e
por pouco não se afogou...”
Aquela cena surreal me salvou o dia, não consegui me conter. A irmã doidona querendo
roubar a atenção, surge do nada cantando Camisa de Vênus em plena três e meia da manhã.
Não resisti. A vontade que eu tinha era de soltar uma enorme gargalhada que aos poucos
tomava conta de meu rosto, mas contive-me e apenas ri de maneira discreta daquela situação
ridícula. Enquanto Manuela cantava rodopiando feito louca no meio do quintal,  tocando seu
violão virtual mais parecendo cena de filme Italiano, Lena abaixou sua cabeça e sussurrou
baixinho, como que desabafando para si mesma.
-Merda, ela no mínimo deu uma estilingada nas três carreiras que estavam sobre a mesa.
Não agüento mais isso....
-“Lena você ainda se impressiona com carros vermelho sem capota....Com discos de
Bob Dylan e Madames com caras de idiota..”
Lena levantou-se e antes de entrar na casa, não fez questão de esconder que estava
magoada com a irmã.
-Isso Manuela, rodopia bastante, gasta de uma vez toda essa tua energia negativa
que aos poucos vai acabar te consumindo por completo.
Ao perceber que Lena já não estava assistindo seu ridículo espetáculo neo-hippie,
Manuela parou com toda aquela palhaçada sem sentido e veio sentar-se ao meu lado.
-Vocês não podem ficar aqui em casa!
-O que?
-No máximo até de manhã os dois tem que dar o fora daqui!
Fiquei em silêncio, só observando onde é que aquilo ia parar.
-Para o bem de todo mundo, vocês tem que dar o fora daqui o quanto antes!
Que chacina foi aquela no Posto de Gasolina?
-Até você já está sabendo?
-Deu na televisão. Matéria principal do Jornal Nacional e tudo!
-Puta merda!
-Se fosse só isso estava ótimo!
Fiquei em silêncio. Não sabia o que dizer, o que pensar, comecei a ficar um pouco assustado. Não sabia se ela falava a verdade, ou era o efeito da cocaína.
-A polícia veio atrás do depoimento Lena ontem!
Senti um frio na barriga.
-A polícia não pode voltar aqui, de jeito nenhum. Vocês tem que dar o fora antes
que eles me descubram.
-Como assim?
-Vem comigo!

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 14h02
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Café Van Gogh ( 34 )

A casa era enorme, muito grande realmente. Os Cômodos muito espaçosos possuíam
pouca luz, o que realçava ainda mais os móveis antigos. O ranger incessante das
taboas do chão conforme o avançar dos passos, deixavam o ambiente com um tom ainda
mais sinistro. Menos a cozinha, que além de possuir uma bela pintura de cores
mais vivas em suas paredes, era realçada de eletrodomésticos de última geração.
Lena havia engatado uma quinta marcha em seus movimentos e se multiplicava
em dez ao preparar algo para comermos.
-Assustou Heitor, com o espetáculo?
-Confesso que fiquei um pouco ressabiado com a recepção calorosa de sua irmã!
-É uma mal amada coitada, no fundo eu tenho até compaixão da coitada!
-Deu pra perceber!
-Mas ela também não se ajuda.
-...
-O que você achou da casa?
-Legal, muito espaçosa!
-Fala verdade, Heitor? Este lugar é estranho, fede a morte!
Estava prestes a respondê-la, quando Manuela entrou de supetão na cozinha, sentou-se
ao meu lado  e  respondeu por mim.
-A morte não fede, Maria Helena. Só os vivos fedem! Só os agonizantes fedem,
só os podres fedem. A morte não fede!
Lena, que estava de costas para a mesa, fritando carnê no fogão, não fez questão
de disfarçar o clima pesado que reinava no ambiente, após a chegada de sua irmã.
-Alcança uma cerveja na geladeira pra nós Heitor! Quem sabe o efeito do álcool
acalme um pouco os ânimos por aqui!
Abri o congelador, e enquanto pegava três latinhas de cerveja, me toquei que
estava no lugar errado, e na hora errada. Por mais que tentasse transparecer
uma certa calma perante aquele circo e agindo como se fosse um boneco,
cheio de movimentos estudados e superficiais. Aquele clima de ódio que estava
pré-estabelecido fez com que me sentisse humilhado de maneira concreta e absoluta.
Um estorvo em forma de gente era assim que me senti ao ver Manuela arremessar
longe uma das latinhas que eu havia servido a ela. O sangue me subiu a cabeça.
Tentei me conter, mas era lago mais forte. Uma vontade dominante que de maneira
alguma fazia questão de poupar meus nervos foi aos poucos tomando conta de
meus reflexos. Peguei minha latinha e fui em direção à área.
Enquanto aproveitava o efeito refrescante que aquela cerveja estupidamente
gelada fazia em minha carcaça, cada vez mais confusa e desnorteada.
Tive a exata sensação de que estava perdendo tempo ao me envolver na vida
de pessoas que eu sequer conhecia. O barulho das irmãs discutindo novamente
na cozinha era tão insuportável quanto o calor que fazia no Vale do Paraíba,
e ambos só reafirmavam ainda mais o que eu deveria fazer e que infantilmente
estava protelando. Pegar meu rumo e cair na estrada.

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 10h01
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Café Van Gogh ( 33 )

Após os tiros cessarem, me aproximei do cachorro, que mesmo com o corpo
ainda quente, não teve muita sorte. Uma das balas havia perfurado seu olho
direito e seu pequeno corpo já estava completamente sem vida. Confesso que
nunca fui muito fã de cachorros, não gosto desse carinho quase que infantil
que a maioria deles possui. Sempre preferi os gatos, animais mais independentes
e imprevisíveis, mas não pude deixar de sentir uma certa pena por uma morte
tão idiota. 
Enquanto arrastava o animal para a parte de trás do carro, só ouvi a voz de Lena,
num tom mais acentuado que o normal.
-Que deu em você Manuela, tá louca? Abaixa essa arma!
-Quantas vezes eu já disse pra você que não quero saber de homem na minha casa!
As duas estavam frente a frente no meio do quintal. Apesar da lua cheia, e uma
imensidão infinita de estrelas deixarem a noite bem mais clara que o normal,
o que se via no quintal escuro era apenas duas silhuetas femininas, quase que idênticas,
discutindo com veemência.
-Some daqui com esse desgraçado antes que eu perca a paciência!
-Não está esquecendo de um detalhe não maninha?
-Vá si fuder...
-Essa casa é minha também.Tenho direito de trazer aqui quem eu bem entender,
tá me ouvindo!
Ao ouvir o barulho da arma sendo engatilhada, não consegui me manter à parte daquela
loucura toda. Manuela estava com o cano da espingarda colado à cabeça de Lena,
que mesmo percebendo que a irmã estava totalmente fora de controle não parou de atacá-la.
-Atira logo de uma vez, não fica com frescura e acaba logo com esse sofrimento.
E aproveita, depois de me mandar dessa pra melhor, enfia essa merda de cano na boca
e vem me alcançar no inferno. Lá tem bastante espaço pra esse teus chiliques do caralho!
-Não me provoca desse jeito sua vadia!
-Quem disse que eu estou te provocando? Tô te dando é uma ordem, sua fracassada de merda.
Um silêncio sombrio tomou conta do lugar. Dava pra se ouvir os grilos, e o vento que
soprava fraco ao longe. Por alguns instantes as duas permaneceram em um silêncio tão
absoluto, que era possível ouvir a respiração de ambas. Lena era a mais agitada, suas
palavras haviam sido proferidas com tanta eloqüência que seu coração por pouco não lhe
saltava a boca. Já sua irmã, permanecia impávida feito pedra, não era possível notar
nenhum tipo de movimento de sua parte, até ela baixar a cabeça e jogar a arma ao chão.
As duas se abraçaram imediatamente e em meio aos latidos dos cães que se aproximaram
das irmãs, a única coisa que era possível de se ouvir era um soluço de choro, e não era
de Lena.
Fiquei indeciso, não sabia se me aproximava das duas, ou permanecia onde estava.
-Vai ficar à noite inteira ai parado Heitor? Vem pra dentro, vamos jantar!
Lena deixou Manuela imóvel no mesmo lugar e avançava em direção a porta da sala.
Resolvi segui-la, mas antes de alcançá-la, passei por sua irmã e ao tentar
cumprimentá-la me deparei com seu rosto, que mesmo com os olhos vermelhos
e cheios d’água não me deixaram dúvidas.
Eram gêmeas.

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 12h29
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Café Van Gogh ( 32 )

Assumi o volante e coloquei o fusquinha na estrada novamente.
Lena parecia estar em um estado particular, semelhante a um sono
profundo no qual permanecia calada com um enorme sorriso no rosto como
que contando as estrelas e desafiando a si mesma. Faltavam exatos vinte
minutos para as duas da manhã, quando Lena acenou para que abandona-se a
rodovia e seguisse em direção a São Luis do Paraitinga. Uma minúscula
cidade com cara de ter lá seus 10 mil habitantes. E seguindo um padrão
pré-estabelecido para cidades minúsculas do interior do Brasil, possuía uma
igreja matriz em seu centro, rodeada de pequenas lojas, supermercados
e farmácias por todos os lados.
-Vire a direita e siga em frente, Heitor!
Um silêncio fantasmagórico tomava conta de toda a cidade, e em poucos
metros o asfalto havia terminado, e Lena acenava para que eu continuasse
em frente, por uma estrada de terra rodeada de cerca de arame farpado.
-Pode acelerar sem dó, que essa estradinha é um tapete!
-Pelo visto teu carro conhece cada buraco dessa estrada?
-Pode soltar o volante que ele segue o caminho como ninguém.
E rodamos por mais três ou quatro quilômetros noite adentro até seguirmos por
um carreador paralelo que dava de cara com uma velha casa de cor avermelhada
com tijolos a vista, muito bonita por sinal. Desci do carro, abri a porteira
e uma grande quantidade de cachorros veio dar as boas vindas. Latidos
e mais latidos. Eram uns quatro ou cinco, que só sossegaram as gargantas quando
Lena desceu do carro e fez carinhos em todos. As luzes da casa que até então
estavam apagadas, foram pouco a pouco acendendo. E um vulto, aparentemente
segurando uma arma, parou para observar o que acontecia entre uma das janelas.
Lena ao perceber que a sombra engatilhou a arma, gritou.
-Fica fria, sou eu!
E uma voz feminina, quase que com o mesmo tom de Lena respondeu de dentro da casa.
-Quem é que está com você?
-É um amigo meu. Fica tranqüila!
Para minha surpresa, a mulher abriu a porta da sala da casa e apontado a arma
em minha direção saiu para a varanda.
-Quantas vezes eu já te falei, que não quero saber de homem por aqui Maria Helena.
E começou a disparar uma saraivada de tiros, que pouco a pouco foram perfurando
a frente do velho fusquinha. Corri por detrás do carro a tempo, e por pouco não
levei um tiro. Já um dos cachorros não teve tanta sorte.

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 10h14
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Café Van Gogh ( 31 )

Em nenhum instante posso reclamar do meu destino. Me meti nessa roda viva
toda por causa de uma louca obsessão por uma mulher que estava sentada numa
mesa de bar. E por incrível que pareça, estou avançando rumo ao litoral do
Estado dentro de um fusca de outra mulher, que conheci numa confusão dentro
de um Restaurante de beira de estrada. Por mais que eu tente reclamar, meu
destino parece mesmo fadado a esse delicioso triângulo: Mulheres, botecos
e estrada.
Lena já não conseguia conciliar o controle do carro na pista e sua vontade
louca de deixar seus lábios grudados aos meus. Ela fazia questão de não
falar muito, simplesmente abria um sorriso bonito e me encarava entre um
beijo e outro. Havia por sobre aquele semblante de mulher, um jeito
irresistível de menina. Dessas adolecentes que adoram extrapolar os
limites sem medir suas conseqüências e fazem questão de pagar pra ver
até onde são capazes de chegar. A cada troca de beijos e caricias, cada
vez mais quentes e desajeitadas, foi me dando deixas para aos poucos reparar
na perfeição dos traços de seu corpo. Pernas fortes (apesar do jeans, e
seu efeito ilusório), braços brancos e firmes, peitos na medida perfeita
e um rosto, que apesar de não ser de uma beleza estonteante, possuía as
medidas certas para sua boca carnuda e firme.
Nessa altura do campeonato, havíamos deixado a Presidente Dutra para trás
a uns bons quilômetros e o velho fusquinha descia obstinado rumo ao litoral.
A troca de caricias dentro do carro estava esquentando o já insuportável
calor que fazia naquela noite no imenso e cada vez mais companheiro Vale
do Paraíba. Minhas mãos agiam de todas as maneiras possíveis e pouco a pouco
foram tateando o corpo escultural de Lena, até ela não conseguir mais resistir
e num movimento brusco tirar seu carro da pista e em meio a uma plantação de
não sei bem o que, tirar sua roupa e partir para cima de mim.
-Lena, você tem certeza do que está fazendo?
-Aham...
Sua respiração era rápida e ofegante, seu coração batia feito louco, num compasso
maluco e engraçado. Sua pele lisa e seus cabelos soltos me dominavam com
movimentos rápidos, acompanhados de longos gemidos por sobre o meu corpo.
Aos poucos seu corpo pingava gotas de suor e tesão por sobre meu rosto.
O velho e pequeno fusquinha rangia alto, debaixo de uma lua cheia gigantesca
que clareava aquela bela noite.
-Qual o seu signo Heitor?
-A qual é Lena, vai me dizer que você acredita nessas besteiras?
Ofegante e extasiada aos poucos desceu com cuidado de cima de mim, e começou a se
vestir.
-Que mês você nasceu?
-Sou Touro, por que?
-Eu sabia. Tinha certeza que você era de Touro.
E ria muito. Como se aquela coincidência fosse um troféu. Lena aparentemente
não era uma mulher de meias palavras, falava aquilo que pensava.
-Eu sabia desde que te vi sentado na mesa do Restaurante. Pode perguntar para
uma das meninas da cozinha, eu fui lá dentro e apontei para uma delas: –Tá vendo
aquele cara sentado sozinho naquela mesa, eu aposto o que você quiser que ele
é do signo de Touro!
-E como você sabia meu signo?
-Não sei te dizer. Eu simplesmente sinto, só isso!
-Como assim?
-Tem certas coisas que não é nescessário entender.Só precisamos sentir!

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 09h53
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