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Café Van Gogh ( 41 )

Para minha sorte, a pontaria dela era tão ruim, que a bala havia apenas
raspado minha coxa. Mesmo assim o sangue começou a aparecer em abundância,
e uma dor que se aproximava muito de uma ferroada de abelha
(logicamente que multiplicada por mil), começou a deixar bem claro que
eu sofreria um bocado.
 Lena a essa altura estava tentando a todo custo me tirar do meio do asfalto
e colocar no banco do carro, mas seu nervosismo não colaborava muito.
-Seu teimoso, nunca mais me chame de covarde!
-Você está tremendo, ou é impressão minha?
O sangue já havia transformado o azul desbotado de minha velha calça jeans,
numa imensa mancha vermelha. A principio foi difícil achar uma posição cômoda
no banco, mas aos poucos, num complicado malabarismo, consegui ajeitar
minha perna, que parecia pesar mais de uma tonelada. Lena, sem pensar
duas vezes, colocou o carro na estrada novamente. Só que dessa vez,
com o pé colado no acelerador.
-Agüenta firme, que em menos de meia hora a gente chega num hospital em Ubatuba!
-Pega leve, que eu pretendo chegar com vida no hospital.
Abaixei a cabeça e confesso, que tive vontade de chorar, o sangue havia
esfriado e a dor aumentava muito, nunca em toda minha vida havia sentido
uma dor tamanha. O corte feito pela bala latejava demais, e a dor aos poucos
ia multiplicando-se. O carpete cinza que cobria o chão do banco de passageiro
da velha veraneio começava a fica encharcado de sangue. Ao ver meu rosto pálido
pelo retrovisor, comecei a seriamente duvidar de que pudesse sair dessa.
Lena tentava fazer a sua parte. Fazia as curvas da serra a 100, 120 quilômetros. 
Abri a janela e comecei a vomitar.
-Quer que eu pare o carro Heitor?
-Não, não precisa ... está tudo bem!
E vomite igual a um condenado. Quase coloquei os bofes para fora. Uma, duas,
três, quatro vezes. Até não ter mais nada no estômago e começar a vomitar sangue.
-Agüenta firme ai Heitor, estamos quase lá!
-Ah, é!
-Isso ai não é nada, você vai ver, um curativozinho, três ou quatro pontos
e pronto. Tá pronto pra outra!
-Você atira mal pra cacete, sabia!
-Quer saber da verdade?
-O que?
-Eu estava mirando era no seu saco!
E riu como louca a filha da puta.
-Desculpa ai Heitor foi mal.
O seu semblante havia mudado muito. Ela estava mais aliviada, aquela fisionomia 
carregada de desconfiança e negatividade havia dado espaço para um rosto mais
decidido e compenetrado. Isso até sairmos de uma das milhares de curvas da
descida e encararmos de frente uma gigantesca batida Policial (como havia nos
alertado o frentista). E o que era pior, os Policiais estavam parando todo mundo.
E conosco não seria diferente.

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 21h38
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Café Van Gogh ( 40 )

-Que é isso agora Lena? Vai apelar é!
-Pra dentro do carro antes que eu faça uma cagada!
Eu não tinha muita escolha. Apesar de acreditar piamente que Lena não
ia me matar, estava um pouco ressabiado com tudo que havia acontecido
comigo nos últimos dias. No fundo havia me tornado um incrédulo, não confiava
em mais nada e em ninguém, e foi justamente esse descrédito que eu sentia
que me fez pagar pra ver. Não ia demonstrar medo para ela, nunca.
-Duvido que você tenha coragem de dar um tiro em alguém?
Ela engatilhou a arma, e continuou na mesma posição, estática e fazendo
questão de não esconder que estava fora de si. Só que agora, com a arma
firme em punho, pronta para fazer o serviço. Seus olhos não escondiam
que a pressão de sua atitude deixava-lhe um pouco mais apreensiva.
-Entra nesse maldito carro, agora!
Virei as costas para ela, e comecei a andar. Dei uns três a quatro passos,
quando ouvi o estampido da arma soar e um zumbido bem próximo a meu ouvido
direito, me dizia que do primeiro tiro eu havia escapado.
-Acho melhor você voltar para o carro, Heitor!
-Termina o que você começou logo menina!
Mesmo começando a achar que ela não estava blefando, continuei a andar e novamente.
-Você tá achando que eu não vou atirar, é isso?
-Pra quem está decidida a matar alguém, você está falando demais, Lena.
 Ouvi novamente o estampido do revólver e o zumbido da bala dessa vez foi
bem mais forte que o anterior e por muito pouco não raspou meu ouvido esquerdo.
Dei meia volta e fui para cima dela.
-Escuta aqui, vamos ficar brincando de bang-bang até que horas!
-Até a hora que você decidir me contar o que aconteceu, para minha irmã confiar
tanto num cara que ela nunca havia visto na vida.
-Pois pode tirar seu cavalinho a chuva. Não vou te falar nada.
-Você não deveria fazer isso, pro seu próprio bem!
Já estava a menos de dois passos dela.
-O que você vai fazer sua covarde?
-Você já sabe, seu cabeçudo.
E ela apertou o gatilho. Dessa vez Lena não errou. Senti uma forte fisgada na
perna direita. Não é que a filha da puta havia acertado minha coxa.
Desabei no meio do asfalto sentindo uma dor insuportável.

continua



Escrito por fernandobluesborghi às 09h49
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Café Van Gogh ( 39 )

Lena não demorou muito a voltar para o carro. Assim que ela deu partida
e a velha veraneio começou a deixar o Posto para trás, tentei alertá-la da
batida policial que em breve encontraríamos.
-Enquanto você estava lá dentro do Restaurante entregando os Dvd’s, fiquei
conversando com um dos frentistas. Não sei se você reparou?
Ela fazia questão de não dizer uma palavra sequer. Apenas ouvia.
-Conversa vai, conversa vem, e ele me disse que a menos de dez quilômetros
a nossa frente, tem uma quantidade grande de policiais parando todo mundo.
Silêncio total, nenhum movimento, sua superioridade era incontestável e sem
restrições.
-É óbvio que você tem uma grande experiência no assunto, mas acho que deveríamos
ao menos cobrir essas mercadorias, o que você acha?
Nada.
Perdi a paciência. Resolvi colocar um fim naquela brincadeira infantil e idiota.
-Encosta essa porcaria que eu vou descer!
Lena parecia hipnotizada, fazia questão de não dar a mínima atenção ao que eu
havia dito. Meti as mãos no volante, assumi o controle a força e joguei a
Veraneio no acostamento. Ela ficou assustada como minha iniciativa e quando o
carro parou atravessado, quase dentro de uma valeta, resolveu abrir a boca.
-Que é isso? Cê tá louco, é!
Abri a porta e comecei a descer.
-Para mim acabou a brincadeira, estou indo nessa. Chega desse circo todo!
Ela desceu também e veio em minha direção.
-Onde você pensa que vai?
-Detesto mulher mimada, achei que você era adulta o suficiente para não
imitar os atos idiotas de sua irmã, mas pelo visto estava enganado.
Ela me segurou pelo braço, e abriu a caixa de ferramentas, bem no meio da
deserta rodovia.
-E você acha que eu engoli essa história toda a seco!
-Que história?
-Nunca, minha irmã levou alguém pro sótão, sempre evitou de  todas as maneiras
possíveis à possibilidade de alguém descobrir nosso ganha pão!
-E daí?
-E daí que num passe de mágica, do nada, além dela mostrar tudo, de cabo a rabo,
pra um desconhecido, ainda faz questão que ele me acompanhe numa de suas maiores
entregas. Você não acha que alguma coisa está fora da ordem? Se existe uma coisa
que eu detesto, é ser enganada. Tá me entendendo?
-Solta meu braço!
-Quer dizer que vai ficar nisso, você não vai me dizer o que está acontecendo?
Mesmo visivelmente contrariada. Lena soltou meu braço. Dei as costas a ela e me sentido
um completo idiota  comecei a caminhar em direção ao Posto, até ouvir um barulho
que até bem pouco tempo me soava estranho. Virei-me e ela estava com uma arma
em punho apontando pra mim.
-Nem mais um passo, seu covarde!

 

continua...

 



Escrito por fernandobluesborghi às 18h14
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Café Van Gogh ( 38 )

Mesmo com a sensação estranha de que algo poderia acontecer a qualquer
momento, o cansaço me venceu. Deitei no enorme e confortável sofá
da sala e apaguei. Estava exausto, meus olhos não conseguiam mais ficar
abertos de jeito nenhum. Dormi umas duas horas no máximo.
O sol aos poucos dava sinal de vida no horizonte. Eram cinco horas
da manhã em ponto, quando Lena estacionou a velha Veraneio verde oliva
desbotada, empinhocada de Dvd’s até o teto, no Pátio de um Posto de Gasolina.
Havíamos rodado uns quarenta quilômetros, sem trocar uma palavra sequer.
Sua irritação comigo era visível, e ela não fazia questão nenhuma de
disfarçar. Fumava um cigarro atrás do outro, e nas poucas vezes que
tirou os olhos que estavam grudados na pista, foi para encarar os
ponteiros do relógio. Lena lutava contra o tempo, na havia como negar.
Ao parar a veraneio ao lado de uma das bombas de combustível, desceu em
silêncio. Pegou um pacote de mercadoria de maneira atabalhoada e foi
em direção ao Restaurante do Posto. Até ameaçei acompanhá-la, mas 
ao abrir a porta do carro, senti um terrivel  vento gelado que soprava
com toda força, desisti. Surpreendi-me quando o frentista, um moreno nanico,
desengonçado e raquítico veio até o carro de maneira natural,
como se aquele vento todo fosse nada. Com uma camiseta de manga cavada
e chinelo de dedo desfilava a vontade pelo Pátio semideserto do Posto.
-Vamos completar o tanque, Patrão?
-Não, obrigado!
-Àgua, óleo, tá tudo em dia?
Vendo-o agir de maneira tão natural em meio aquele vento gélido,
não consegui me conter.
-Não está sentindo frio não rapaz?
O pequeno frentista abriu um sorriso largo, cheio de falhas.
-Estou aqui há quinze anos, já deu pra acostumar!
-Essa ventania toda vem lá debaixo da serra de Ubatuba?
-Não moço, esse vento é do Rio Paraibuna. O rio da morte.
-Rio da Morte?
Ele deu uma leve olhada dentro da Veraneio, e ao ver a grande quantidade
de mercadoria espalhada por entre os bancos, chegou mais próximo da
janela  e sussurrou em tom confessional.
-Eu se fosse vocês, não descia pra Ubatuba hoje não!
-Tem algum motivo especial?
-A pista está forrada de Policia!
Tem pra mais de cinqüenta a menos de dez quilômetros daqui!
É problema na certa!

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 12h13
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Café Van Gogh ( 37 )

Manuela foi até uma espécie de balcão que ficava próximo à janela
e ao abrir uma de suas portas (também guardada a sete chaves), uma
imensidão de capas de Dvd’s (de qualidade extremamente duvidosa), surgiu.
-Você faz pirataria, é isso?
Manuela sorriu e me passou vários títulos.
-Tá me chamando de Pirata?
-Ao que tudo indica, Ou estou enganado?
-Quem me dera ser um bandido que ganha a vida cruzando os mares só para roubar.
Não sou Pirata, simplesmente faço cópias a preços mais acessíveis para aqueles
que não tem condições de comprar ou assistir os originais, nada mais
que isso. Sou uma espécie de Robin Hood moderna. Ou você acha que
R$15,00 num ingresso de cinema é algo justo?
Ao pegar uma das embalagens, não resisti.
-Posso ficar com essa cópia do Volver?
-A questão é a seguinte Heitor. Há muito tempo que a polícia está
tentando me encontrar. Por duas vezes chegaram bem próximos,
mas não conseguiram. Mas por conta daquela cagada no Posto de Gasolina,
eles, através do endereço do registro da carteira de Lena, me encontraram.
-Como assim?
-A principio, a visita que eles fizeram ontem foi apenas para averiguar o local
e ouvir o depoimento dela a respeito do acontecido. Mas havia entre eles,
um Capitão da policia que há muito está no meu encalço, e  na hora em que
eu disse que Lena era minha irmã gêmea, seus olhos só faltaram saltar para
fora de tanto que brilharam.
-Onde Lena entra nessa história toda?
-Ela é quem distribui, faz a entrega da minha produção!
-Quer dizer que o serviço no Posto é apenas uma fachada?
-Fachada, e uma espécie de ponto de entrega também. Vou carregar um dos
carros com uma quantidade grande de mercadoria, para minha irmã não
desconfiar de nada, e vocês dois vão descer em direção ao litoral para
fazer as entregas o mais rápido possível.
-Até ai, tudo bem. Mas e depois das entregas feitas?
Manuela, que há essa altura estava na janela, observando a noite escura.
Veio até minha direção e me abraçou feito criança.
-Posso te pedir uma coisa?
Incrível como aquela espécie de muralha protetora que Manuela havia
construído para si, aos poucos desabava por completo. Seu abraço apertado
e sua voz cada vez mais melancólica eram dignos de pena.
-Se estiver ao meu alcance, pode pedir!
-Cuida da minha irmã pra mim!

continua...

 



Escrito por fernandobluesborghi às 14h55
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Café Van Gogh ( 36 )

Era outra pessoa, totalmente diferente daquela que há bem pouco tempo
atrás fazia questão de demonstrar hostilidade e ignorância sem fim.
Até sua expressão facial havia mudado. Ou ela era uma ótima atriz ou
possuía uma espécie de mutabilidade de dar inveja. Não havia sequer um
pequeno resquício da mulher que até bem pouco tempo atrás era a antipatia
em pessoa.Enquanto subíamos para sótão da casa, Manuela demonstrava que
aquele personagem que havia encarnado até então, nada mais era do
que um escudo protetor.
-Lena, não te falou nada a respeito de meu trabalho?
-Não!
-Sério?
-Sério, por que?
-Milagre!
-Quer dizer, não deu tempo pra entrarmos em detalhes a teu respeito!
-É lógico. Vocês ocuparam o tempo fazendo algo mais interessante, não é?
Dei uma risada suave, e tive que concordar.
-De certa forma sim!
Ela parou bruscamente no meio da escada, e olhando fixamente para meus olhos
colocou-me numa situação delicada.
-Vocês transaram no meio do caminho, não transaram?
-...
-Não precisa me esconder nada. Você sabe que entre mulheres não há segredos.
Uma hora ou outra Lena vai acabar me contando.
Permaneci calado, tentei desviar meus olhos de Manuela com movimentos
levemente calculados. É óbvio que ela sabia minha resposta. Sem se importar
mais comigo voltou a subir as escadas e foi tirando suas conclusões
sem sequer me ouvir.
-Já falei para ela. Essa mania idiota de parar o carro no meio da estrada para
realizar suas fantasias ainda vai dar cagada, mas Lena não me ouve.
Ao terminarmos de subir o último lance de escadas, Manuela abriu a porta
que estava muito bem trancada a sete chaves (algo tão seguro, que se
aproximava muito de um cofre bancário), e uma imensidão de computadores
saltou-me aos olhos. O espaço não era lá muito grande, mas havia com
certeza umas cinqüenta máquinas, funcionando a todo vapor. O ambiente era
muito bem refrigerado com um ar condicionado geladíssimo. Suas paredes
eram forradas de capas de Cd’s, Dvd’s e cartazes de cinema.
-Bem vindo a minha pequena empresa, Heitor!
Como as telas das máquinas estavam todas desligadas, era impossível
adivinhar o que os computadores processavam.
-Sua conta de energia deve ser monstruosa?
-Imagina! A lucratividade é bem maior!
-O que você fabrica por aqui?
-Adivinha?

continua...



Escrito por fernandobluesborghi às 11h52
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