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"- Você precisa escrever qualquer coisa

mais comercial......"

(o empresário de Mozart, depois de ouvir

A Flauta Mágica)



Escrito por fernandobluesborghi às 10h21
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A Origem do Mal

Num dos vários e imensos escritórios escuros da Miramax
International Corporation Inc, encontravam-se sentados à
mesa Quentin Tarantino, Rosário Dawson ,Marley Shelton e
Uma Thurman. A conversa era alta e o assunto não poderia
ser outro.
-Cinema é imagem!  - Gesticulava um agitado Tarantino, que
sem querer, no alto de sua volúpia, por muito pouco não
derrubaria um copo de vinho que estava a seu lado minutos
depois.
-Eu gosto de misturar de tudo um pouco, mas de maneira
consciente e com uma estrutura que seja no mínimo inovadora!
Acho que vocês já perceberam!
As mulheres somente observavam, com gestos milimétricamente
calculados. Ora um sorriso aqui, ora um aceno com a cabeça
acolá, e o não tão velho assim Tarantino, demonstrava estar
embalado em sua nova empreitada. Até a porta da sala ser aberta
e adentrar a reunião ninguém menos que  Darth Vader, que não
fez questão nenhuma de esconder sua cara de desanimo e desprezo
ao observar o grupo que ali estava presente.
Com sua voz e personalidade mundialmente conhecidas, o velho
Darth, nem fez questão de sentar-se, simplesmente ficou estático
diante da mesa e fez uma pergunta curta e grossa direcionada
a Quentin.
-Esse é o elenco de seu novo filme?
Tentando-o agradar, e criar um clima mais leve, Tarantino
levantou-se e foi em direção a Vader.
-É isso Darth! Você vai ver, vamos arrasar juntos!
-Sei!
-E ai gostou das meninas?
-Estou fora  – E deu as costas ao grupo em direção a porta,
e antes de se retirar, fez questão de virar-se para Tarantino
que a essa altura estava atônito no meio da sala.
-Muita mulher junta, não vai dar certo!
E fechou a porta, encerrando a reunião que sequer havia
iniciado direito.



Escrito por fernandobluesborghi às 12h06
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Death

Vale a pena conferir:

http://www.deathproof.net/



Escrito por fernandobluesborghi às 12h03
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Não Resisti....

Acabei de ler o texto abaixo do grande Léo Lama e não resisti...

Teatro de Cavaleiros
Admiram-se os que hoje me vêem possuidor de apenas um cavalo,
ao saberem que um dia já fui rei, tive um castelo, súditos e
cavaleiros a serviço de minhas causas. E tive coisas, ideais
e força e lutei em guerras poéticas contra nuvens de gafanhotos
céticos e moinhos. Admiram-se ainda que sou filho e suposto
herdeiro dos dotes do senhor meu pai, Don Plínio Marcos, rei
das terras Jabaquaras, e da senhora minha mãe, Walderez de Barros,
embaixatriz de Ribeirão Preto, e que, apesar da ascendência nobre,
sou possuidor de apenas um cavalo.

E se digo que já fui rei, disso também se deve duvidar. Pois, o
que é um rei de verdade, senão um soberano de si mesmo? E isso,
todos sabem que não sou, quando me vêem possuído por um cavalo.

Meu castelo ficava na Rua 13 de Maio, 240, era no Bexiga e tinha
uma Bela Vista em minha imaginação. Eu virei nós e eu e meus amigos
construímos lá um centro de criatividade e poesia astrológica.
Éramos cavaleiros de uma Távola Redonda, mas não tínhamos mesa.
Nossas terras não eram nossas e nossas não são mais. Atrasávamos
o aluguel, acumulávamos dívidas e ainda assim nosso castelo ficou
três anos de pé, apesar do vento e do mar. Possuí-lo sempre foi
um mau negócio do bem. Erguemos nossos muros imponderáveis graças
à boa vontade dos que nos ajudaram e nos emprestaram suas posses,
com a desconfiança de que não iríamos devolver. E mesmo assim deram.
E nós ainda sonhamos em retribuir. Guardamos seus nomes no mais
íntimo de nossos corações.

Nosso teatrinho era quase secreto, mas, sempre que nos apresentávamos,
estávamos lotados, pois nossas cadeiras eram móveis e púnhamos o número
exato de quantos viessem assistir a nós. Nunca sonhamos com mais de
vinte pessoas. Raramente saíamos nos jornais, não sabíamos como nos
divulgar, já que não sabíamos ser divulgáveis. Montamos uma peça,
“Os Habitantes da Ilha”, ficamos seis meses em cartaz sem foto,
ensaiamos dois anos em total deja vu, pesquisamos, trabalhamos,
brigamos. Poucos assistiram. Tínhamos regras, disciplina, dedicação,
vontade, dignidade e respeito por nosso trabalho. Resistimos muito,
ainda que fôssemos pessoas de pouca fé. Brincávamos de ser cavaleiros
e se o ideal do cavaleiro é buscar o que está perdido: buscávamos,
buscamos. Foi lá que atravessei as mil e uma noites entre dúvidas,
dívidas e mistérios impossíveis de narrar. Aquele castelo era de areia
e foi sonhado.

O que dizer de meu cavalo? Quem dera fosse como Pégaso e saltasse por
cima dos abismos do êxtase e conduzisse seu dono aos confins do mundo,
até os braços do Divino. Mas meu cavalo é apenas o reflexo de minha
paixão humana. Iludido, me apaixonei pela arte e a exerci no Teatro Real.

Eu? Será que vou acordar do pesadelo de ser artista? Sou apenas um
cavaleiro andante, Don Léo de La Lama, possuidor de um cavalo sem dono.
É o meu cavalo que me bate, é o meu cavalo que me leva. E ainda que
eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem a
caridade das pessoas eu nada seria. “Porque eu tive fome e eles me
deram de comer, e eu tive sede e me deram de beber, era peregrino
e me acolheram. Estava nu e me cobriram, doente e me visitaram,
preso e vieram a mim.” Mesmo sendo eu o cavaleiro da triste figura.

.....tive que ripá-lo e colá-lo por aqui!



Escrito por fernandobluesborghi às 17h58
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Escrito por fernandobluesborghi às 09h12
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A Montanha dos Sete Abutres


Em nenhum momento pensei sequer na possibilidade de me gabar
(ainda se usa esse tipo de expressão?), de me auto promover,
ou que através de minha opinião (devidamente pautada e registrada
em cartório... rssssss), pudesse me sobressair naquele pequeno diálogo
com uma pessoa de caráter extremamente duvidoso e de opiniões tão
conflitantes quanto um clássico do futebol paulista.

-Não gosto de filme nacional!

Ao ouvir aquela afirmação, vinda de um pobre mortal a menos de um
metro de minha carcaça, não resisti. Minhas mãos suaram, meus olhos
ficaram rútilos e não tive outra opção. Coloquei minha carapuça a
lá Grouxo Marxs, e parti para o ataque feito Romário em busca do milésimo gol.

-Sério, por que?
-Ah, sei lá, são filmes sem pé nem cabeça!
-Você acha?
-Não tem história, os atores são muito fracos, falta ação, efeitos
especiais. Até os cartazes são pobres.

E eu que achava que já tinha ouvido de tudo na vida. Só não fiquei mais
abismado com o cidadão, porque ao ouvir o dono da locadora chamá-lo pelo
nome e indicá-lo o novo do Steven Seagal ( que seria locado minutos depois),
fiquei até mais aliviado.
Como é que eu poderia querer que um fã do Seagal fosse gostar de
O ANO EM QUE MEUS PAÍS SAIRAM DE FÉRIAS. Um puta filme do Cao Hamburger,
onde uma criança de 12 anos é separada dos país e é obrigada a se adaptar
a uma “estranha” e divertida comunidade. Uma história emocionante de superação
e solidariedade. É impossível assistir ao filme, e não se ver na pele do
pequeno Mauro. Afinal. Quem é que não foi criança um dia? É óbvio que não
existe essa de “meu tempo”. Seu tempo, meu tempo, nosso tempo é aqui,
é agora, mas esse filme fantástico faz a gente por mais de uma vez querer
se afastar dessa ultramodernidade podre e mesquinha em que vivemos e constatar
que 10 minutos de exibição já são mais que suficientes para perceber que as
coisas não são mais como eram antes. Ainda bem! Ou não? Bom, se eu me
contradizer, é culpa da idade.
Ao assistir a “O ANO EM QUE MEUS PAÍS SAIRAM DE FÉRIAS” é impossível não chegar
à conclusão de pobre de quem não envelhece, pois é sinal de que não viveu o
suficiente. E o pequeno Mauro sente na pele o significado da palavra “vida”,
da melhor maneira possível: Vivendo.
E parando para pensar um pouco mais, acho que o pobre coitado que acabou
levando o Seagal para casa, não iria mesmo gostar muito dessa pérola do
cinema nacional. Até porque ele foi criança um dia, e daquelas que após
se transformarem em adolescentes vivia gritando aos quatro cantos
“Não perca tempo! Ele passa...” e passou tão rápido que carregou-o de
preconceitos idiotas.
Não quero ser nacionalista (detesto pessoas desse naipe), nem defensor
incansável das cores brazucas, mas nosso cinema a cada produção dá provas
e mais provas de que não fica atrás de nada e nem de ninguém.

Eu sei que de um pedaço de lama asfáltica não se faz chocolate, mas continuo
achando que o sorriso da Regina Casé é tão ou mais empolgante que o da
Whoopy Golberg, que o Batoré e o Chris Rock tem o mesmo timing de humor,
que o Paulo César Peréio é tão ou mais cafajeste que o Sean Conery, que a
careca do José Wilker é bem mais reluzente que a do Jack Nicholson, e olha
que essa é a opinião de um simples analfabeto desprovido de recursos
financeiros e que mora numa cidade tão pequena, mas tão pequena, que sequer
existe um prédio de vinte andares para  qualquer fã do Steven Seagal pular
se por ventura tiver vontade de suicidar-se.



Escrito por fernandobluesborghi às 09h08
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