Polaróides Históricas Com todo respeito e gratidão por alguns colegas que nos informam e divertem com suas crônicas, sinto muito, sentimos todos, a falta de mestres do cotidiano como Rubem Braga, Fernando Sabino, Antonio Maria, José Carlos Oliveira, Sérgio Porto, Nelson Rodrigues, que, com humor e ironia, registraram os personagens, dramas e comédias do Brasil de seu tempo e deram grandeza e leveza à crônica como gênero literário. O grande diferencial deles, além da qualidade do texto, é que abordavam os mais variados temas, pessoas e situações. Mas, se escrevessem hoje, coitados, como todos nós, os melhores e os piores, não escapariam da vala comum dos escândalos e da política, de roubos e falcatruas, de mentiras e sem-vergonhices de parlamentares, funcionários, policiais e juizes corruptos e de bandidos em geral. O drama da crônica, para eles, era a falta de assunto. Hoje eles abundam, mas são os mesmos para todos, quase obrigatórios. Se vivessem hoje, os mestres teriam que rebolar para encontrar um ponto de vista diferente, porque não poderiam ignorar o cardápio de acontecimentos e nem engoliriam calados o prato feito do noticiário. Que falta faz o que Nelson Rodrigues escreveria sobre sem-terras, feministas e ambientalistas, sobre Lula, Delúbio e Zé Dirceu, mas principalmente sobre patéticos dramas político-passionais. Hoje, os jornais, revistas e blogs estão cheios de cronistas, que tentam fazer sua parte, registrando o nosso turbulento cotidiano. Alguns são talentosos, escrevem muito bem e poderiam, como os velhos mestres, nos divertir e informar melhor sobre nosso tempo e lugar, sobre nós mesmos. Mas todos só escrevem variações sobre os escândalos políticos e policiais. Inclusive o signatário. Pobres leitores. ( Nelson Mota)

Vale a pena visitar essa página do Nick Cave no MySpace, além de ter dois vídeo muito legais, tem uma trilha fantástica.
http://www.myspace.com/nickcave
"I don't do happy. I do sad or angry." Palvaras do velho Nick Cave.

Escrito por fernandobluesborghi às 22h04
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Hey Supercordas!
.....eles foram congelados nos anos 60, na primeira experiência criogênica da história. Quando saíram das cápsulas, perdidas em um brejo qualquer, no final do século XX, retomaram o espírito psicodélico da época em que haviam adormecido.
A primeira vez que ouvi o som dos Supercordas foi numa apresentação que eles fizeram no Jornal da Mtv, e gostei pra caralho do som dos caras. Na apresentação que eles fizeram haviam três guitarras, muito bem entrosadas criando uma camada de som muito legal.

Vale a pena ouvir Ruradélica e Eu Não Tenho Sorte Nessa Vida ...rsssssss, pra mim já são duas pérolas do cancioneiro brazuca, muito bom! http://www.myspace.com/supercordas

Música Para Samambaias Animais Rastejantes e Anfíbios Marcianos...precisa dizer mais alguma coisa. Entre no site dos caras e veja, ouça e curta, que é o que interessa....
http://www.supercordas.com/
Escrito por fernandobluesborghi às 12h08
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O Glauco é Foda! ( rsss)

Escrito por fernandobluesborghi às 19h15
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O Sargento Quarentão
O legal de estar sempre em contato com o futuro é que vira e mexe voltamos ao passado. Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band (o antológico álbum dos Beatles), esse mês está completando 40 anos de existência. Pra ser mais exato, está bem mais velho que eu...ufa!!!
Pra muitos esse disco foi um divisor de águas. Discordo. Divisor de águas pra mim foi a invenção da televisão de 29 polegadas (rssssssssss).
Apesar de ter certeza absoluta que a fama desse disco é tão grande quanto o Mini-Dicionário Silveira Bueno, tenho lá minhas dúvidas do seu conteúdo. Pra ser bem sincero, não sei se gosto ou não dele! A fama desse álbum é algo bem próximo a uma panela de pressão, com seu repertório tipo: “Fase final do Campeonato Carioca”, só clássico, vence com méritos (obviamente), mas a sua harmonia inovadora é tão retórica e insistente quanto um voluntário do Geenpeace em campanha.
Ouvi pela primeira vez esse disco quando ainda trabalhava numa empresa que financeiramente me possibilitou as primeiras descobertas de que o mundo ia muito além do que eu via na televisão: Cinema, Quadrinhos, Livros, Discos etc.... E num desses sábados consumistas, pois só possuía esse dia na semana para me esbaldar com meus trocados (era sagrado, sábado sim, sábado não, lá estava eu em Londrina), comprei o Sargent e confesso que na época não entendia porra nenhuma das letras (não que hoje seja muito diferente), mas o efeito que eu sentia nas veias ao ouvir aqueles quatro extra-terrestres era tão ou mais prazeroso quanto ser admitido para fazer parte do time de futebol de salão na hora do intervalo no colégio. E olha que o tempo passou, mas a maravilhosa sensação que eu sinto quando ouço o disco ou quando lembro das boladas que eu defendia debaixo das traves da quadra da escola ainda são as mesmas.

Escrito por fernandobluesborghi às 09h30
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Celso
Li uma entrevista do velho Celso Blues Boy, e não resisti em postar aqui essa resposta que ele deu que eu achei simplesmente a cara do Celso.
Qual o balanço que você faz da carreira?
Celso Blues Boy: O balanço é sempre positivo. Pra ilustrar posso citar um fato curioso. Próximo ao Circo Voador existe uma maternidade. Outro dia, andando nas ruas do Rio de Janeiro, encontro um “compadre” que tinha colocado o nome do filho dele de Celso porque no momento em que ele nascia na maternidade ao lado, eu mandava ver na guitarra no Circo Voador. Você não coloca o nome em um filho à toa. Então, aí eu tenho certeza que a minha vida valeu pra alguma coisa.

Para ler a entrevista na integra:
http://www.bluesnjazz.com.br/entrevista_do_mes8.htm
Para baixar a discografia completa do Celso:
http://hardblog.kanak.fr/Bandas-Nacionais-f16/Rock-And-Roll-Pop-Rock-f19/Celso-Blues-Boy-p120058.htm
Escrito por fernandobluesborghi às 12h26
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Dica pra começar melhor a semana
Ouçam essa pérola no mais alto volume. É como disse um amigo dias atrás "Um puta trabalho começa com uma capa a altura!"

Não resta a menor dúvida....
Escrito por fernandobluesborghi às 10h31
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É Fácil Dizer Adeus
Tão frio como um dia de inverno Vi você ajeitando mas não quis acreditar
Tão seco quanto um soco na boca do estômago Achei que você ia apenas viajar
Tão vivo quanto um fiapo de vento uivando lá fora Quem sabe você pense melhor, e volte outra hora

Escrito por fernandobluesborghi às 10h23
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