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Curta Metragem

Balada Das Duas Mocinhas De Botafogo

Elas habitam a mais estrangeira das terras,
aquela do bairro onde cresceram, mas no qual
não mais se reconhecem. Na cadência de um lirismo
bruto e profano, a vida desalmada das irmãs
Marília e Marina. Baseado no poema de
Vinicius de Moraes.
vale a pena ser assistido.

http://portacurtas.uol.com.br/index.asp




Escrito por fernandobluesborghi às 09h25
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Fats Domino

Grande ícone dos primórdios do rock’n’roll, Fats Domino, de 79 anos,
estava fora de cena desde agosto de 2004, por ter sido uma das vítimas
do furacão Katrina, em New Orleans. Ele chegou a ser dado como
desaparecido, mas foi salvo por um barco e perdeu todos os bens.
Sua casa foi inundada e totalmente destruída, não sobrou nada dos
discos de ouro e platina, nem dos pianos.

Seu grande retorno aconteceu em 19 de maio, em um nightclub de
New Orleans. Ele apareceu todo vestido branco, cantou e tocou para
uma multidão emocionada, que saltava e gritava, enquanto ele cantava
clássicos imortais como Blueberry hill.

A fundação Tipitina’s, que organizou o show, está trabalhando
em conjunto com artistas como B.B. King, Elton John, Bonnie Raitt,
e Willie Nelson para gravar um álbum de tributo com as canções de
Fats Domino. Os rendimentos irão ajudar as escolas públicas e a compra
de instrumentos para os artistas que ainda se recuperam do furacão.
Aproximadamente 25% dos rendimentos irão para a restauração da casa
de Fats. Ele vem morando em uma comunidade no subúrbio de New Orleans,
e espera voltar ainda este ano para sua casa.

A fábrica de instrumentos Gibson, que vem ajudando muitos artistas
vitimados pelo furacão, presenteou Fats com um piano Baldwin, no princípio
do mês de maio.

Ele chegou a ser dado como desaparecido



Escrito por fernandobluesborghi às 09h10
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Uma do Bennet

http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/



Escrito por fernandobluesborghi às 08h58
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Martin Scorsese e os Rolling Stones lançam no dia 21 de setembro
nos EUA 'Shine A Light', documentario sobre a banda. Parte do
filme foi rodada durante 2 dias no Beacon Theater, em Nova Iorque,
no final do ano passado. O 4 integrantes da banda sao os produtores
executivos.




Escrito por fernandobluesborghi às 12h22
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Mulher Couve-Flor e Homem Boi

Tem certas horas que sinceramente me pego pensando: ”-Será que sou
só eu que passo por isso?” Acho que não, impossível!
Confesso que fico até inseguro em afirmar, mas tem certos dias que
se houvesse a possibilidades de Entrar Mudo E Sair Calado em todo o
período que meus olhos permanecessem abertos, eu gostaria de tentar.
Falar pra que?
Em plena era de indescritíveis avanços tecnológicos não entra na minha
cabeça que ainda não inventaram um código, um sinal em comum, uma espécie
de seta sinalizadora que estrategicamente posicionada em nossas testas
indicaria nosso estado de espírito. “-Hoje não quero falar!”, “-Morri e
esqueceram de enterrar!”, “-Dá um tempo, que hoje estou sem-senso!”.
Esse tipo de invento com certeza desburocratizaria e muito nossas relações
com extrema facilidade, fazendo com que não houvesse a necessidade de
infelizmente ficarmos bancando o gentil, o educado, o camarada e ficar
fazendo tipo quando o que se quer é somente permanecer tão ou mais calado
que o armário embutido da cozinha.
Mas como diria o ancião Pré-Socrático Lulu Santos: “-Para Toda Mal a Cura”.
E analisando mais friamente, já que a tecnologia não avançou a ponto de nos
ajudar nesse sentido, em dias que fazemos questão de permanecer calados
a maior parte do tempo, o que temos que fazer é nos virar solitariamente
e procurar um local adequado para praticarmos esse isolamento por conta própria.
E não existe lugar mais ideal para se praticar essa espécie de “mudismo pessoal”,
essa “falta de interesse comunicativo”, do que a sala de espera de um 
consultório odontológico.
Eis o local ideal para se entrar mudo e sair calado. Essa verdadeira ante-sala
do paraíso da falta de comunicação coletiva deveria ser tombada pelo Patrimônio
Histórico, tamanha sua utilidade para seres que cultivam o hábito de se absterem
do diálogo com maior freqüência.
E mesmo estando com meus dentes em dia, sem a necessidade de sequer uma visita
rotineira, fiz questão de inventar uma desculpa qualquer para minha dentista
(“-Tomei uma limonada gelada e os dentes que compõem a zaga central, ratearam
incisivamente, estou que não me agüento em dor!”), apenas para realizar uma visita
a seu consultório.
Estou lá sentado a exatos (e graças a Deus, solitários), quinze minutos, quando
surge um casal. Mas não era um casal qualquer não (desses que estamos acostumados
a encarar, vaticinar e jogar na vala comum), o casal em questão era um tamanho
família. Ela tão ou mais redonda que uma couve-flor e ele imenso como um boi num
agasalho esportivo. Sentaram ao meu lado e feito eu colocaram-se a assistir a doce
e canhestra performance da Angélica no comando de um game-show.
O silêncio que se fazia na sala era tal, que havia a possibilidade de cortá-lo
com faca (o que com certeza o casal comeria com prazer). A mulher Couve-Flor
ocupava seu tempo folheando uma revista de fofocas que trazia a incrível matéria
sobre um Padre Palottino que cochilou a sombra de uma àrvore e dormiu por exatos
vinte anos, enquanto o Homem-Boi parecia insatisfeito com o que via na televisão.
Parecia indignado com as bizarrices que a loira fazia. Esse homem se virava de um
lado para o outro, e voltava a encarar a televisão, olhava desolado para a mulher,
analisava as rachaduras do teto, até que me visualizou. Na hora senti que ele ia
puxar assunto.
Dito e feito.
-Cada vez que tenho a infelicidade de assistir a um programa desses de imediato
me vem no pensamento à possibilidade do estado ser condenado a indenizar-nos por
tamanha idiotice!
 Quando estava me preparando para respondê-lo (e me auto-trair, pronunciando as
primeiras palavras do dia, exatamente às 14:45 minutos), a porta que dava acesso a
cadeira da dentista se abriu e surgiu sua assistente.
-A Doutora Elisabeth pede desculpas, mas vai dar uma pequena paradinha de vinte
minutos para um lanche e voltará a atender em seguida.
A Mulher Couve-Flor que até então estava em estado de completa letargia, levantou-se
furiosa do sofá e com um tom de voz alterado (tão ou mais agressivo que a de uma
rebelião de sogras), foi de encontro a assistente.
-Pois diga a ela que eu vou me embora, estou que não agüento de dor! Onde já se viu,
faz uma semana que marquei essa consulta, estou vivendo a base de anestésicos e chega
na hora de me atender vai almoçar, isso não existe!
A assistente ainda tentou contornar a situação.
-É coisa rápida, uma simples marmitinha, a base de Alface e Brócolis, ela está desde
as oito da manhã sem colocar nada no estômago!
Sem muito sucesso.
-Onde já se viu deixar a gente plantado feito idiotas aqui, isso é um insulto, não
sei onde  estou com a cabeça que não entro a força nessa sala e faço ela engolir
esse rabanete por outro buraco!
O Homem-Boi pegou-a pelo braço, antes que sua esposa tomasse a iniciativa de entrar
na sala da dentista e além de esbofeteá-la, comer sua marmita, retirou-a do consultório
o mais rápido que pode. A petrificada assistente me encarou no sofá, e ainda encontrou
forças para me perguntar.
-O senhor vai aguardar?
Fiz apenas que sim, com a cabeça!
-Fique a vontade, se precisar de alguma coisa é só falar.
Ela já havia virado as contas, estava em vias de fechar a porta e tomar uma água
com açúcar, quando eu me contrariei e pronunciei as primeiras palavras do dia.
-Moça!
-Pois não?
-Posso lhe pedir um favor! Tem como desligar a televisão?
-Claro!
E assim que a garota entrou, o silêncio se fez  presente novamente.



Escrito por fernandobluesborghi às 20h23
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