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Nina

Acabou de sair mais um número da revista eletrônica
Lasanha, e tenho o prazer de colaborar nessa edição
com um conto "NINA" ,creio eu que vale a pena ser
conferido.
Além desse que vos escreve também tem uma pá de outros
escritores que colaboram com o Maick nessa edição
e muitos deles eu admiro não é de hoje.
http://www.revistalasanha.cjb.net/



Escrito por fernandobluesborghi às 20h24
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Flagrante Diário

Dias atrás registrei a cena abaixo num circular.Achei a cena
no mínimo curiosa,não resisti e tirei a máquina fotográfica
da bolsa e registrei.O pessoal do Jornal de Londrina curtiu
e publicou.
http://canais.rpc.com.br/jornaldelondrina/foto/foto.phtml?id=893

A criança na espera de ir ao encontro de um mundo de novidades,
enquanto o avô simplesmente observa o motorista arrastar
o circular para fora de Londrina.
Foto de Fernando Borghi.

 



Escrito por fernandobluesborghi às 14h14
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Não Vale A Pena Contar A Verdade

No Brasil, não vale a pena contar a verdade. Sei que essa frase
soa tão falsa quanto aquela dupla de policiais do Miami Vice,
que perseguiam malfeitores usando mocassins, sem meias, ternos
armani prateados e camisetas rosa choque. Mas é a realidade.
Não há como fugir desse imenso e cada vez mais caótico labirinto
recheado de clichês e Big Macs chamado vida, onde a única certeza
que temos é que assim que acordarmos temos que estar preparados
para o pior, ou algo parecido.
Dias atrás, tive o prazer de acordar faltando exatos cinco minutos
para as três horas da tarde. Há tempos que não dormia tanto. E olha
que eu simplesmente havia desmaiado no sofá às dez horas da noite
anterior, devidamente acompanhado de um bom Frank Zappa solando mais
que meu papagaio no aparelho de Dvd e com mais da metade de uma pizza
Portuguesa requentada praticamente intacta me esperando. Simplesmente
desmaiei no sofá. Senti aos poucos minhas pálpebras pesando e ploft....
Feito uma longa e certeira tacada de golfe no asfalto desmaiei.
Ao acordar assustado, levei a primeira surpresa do dia, ao sentir meu
pescoço estralar feito dobradiça de porta de cadeia pedindo óleo. Era
simplesmente impossível movimentar meu velho e até então “tão útil
pescoço”, para a direita. Na hora senti inveja de meu cachorro, que
além de possuir um pescoço anatomicamente acoplado ao restante do corpo,
tem imensa e invejável vantagem de além de ser solteiro, possuir uma casa
tão ou mais pequena que a minha, o que inviabiliza a compra de um sofá
requenguela feito o meu e conseqüentemente: Nada de Torcicolo!
Sinceramente, não sei o que é pior. A dor de um terrível torcicolo
no pescoço, ou a vergonha de que os amigos reconheçam que fiz um terrível
e nada simpático botox na testa.
A bruxa estava solta, quer dizer: Ambas as bruxas, pois num ataque de fúria
e ódio digno dos filmes do Kurossawa, no dia anterior minha mulher havia
vazado de mala e cuia para a casa de sua mãe. Tudo por causa de uma
discussãozinha idiota que tivemos a respeito do corte de cabelo que ela
havia feito.
Por isso que eu digo e repito. No Brasil, não vale a pena contar a verdade,
muito menos para a própria esposa. Assim que ela chegou do cabeleireiro,
fez questão de parar estrategicamente na soleira porta, e numa pose tão ou
mais sensual que uma propaganda de extrato de tomate, fez a bendita pergunta
que há séculos não encontra resposta.
-E ai, como é que ficou meu novo corte?
Juro que me contive para não rir, tentei me manter concentrado pensando
nos meus mais significativos pesadelos: “A mensalidade da escola das
crianças!”, “A conta no banco que há tempos está num vermelho tão ou mais
desbotado que o distintivo do Pt”, e amenidades peculiares como “O terrível
sabor azedo que somente a latinha amarela de Malta quente possui”. Mas todos
esses meus incomensuráveis esforços para não rir do corte de cabelo ridículo
de minha esposa foram em vão. E para meu azar, uma risada traiçoeira escapou
pelo canto esquerdo de minha boca e me levou a ruína em fração de segundos.
-Você é um sem gosto mesmo. Se faço corte curto, não gosta! Se pinto meu
cabelo de loiro, diz que a tinta afeta meus neurônios. Se tento me modernizar
colocando apliques, diz que estou sob a má influência das meninas do trabalho!
O que você quer afinal?
Discutir com uma mulher num estágio de avançada decepção capilar é o mesmo
que querer encontrar num fóssil de uma criança nordestina a ajuda para explicar
a transição entre o símio e o homem.
É por isso que faço questão de repetir: No Brasil, não vale a pena contar a
verdade. Se bem que na atual conjuntura, prefiro mentir que meu pescoço não dói,
do que sequer pensar na possibilidade de ligar na casa de minha sogra para
perguntar para minha esposa qual é mesmo o número do telefone do massagista
da família. Pois aquela cobra além de levar as crianças consigo, fez questão
de arrastar a agenda telefônica também.



Escrito por fernandobluesborghi às 12h19
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O Mundo Não É Ruim

É Apenas  Muito Mal

Frequentado

Luis Fernando Verissimo

 

 

 



Escrito por fernandobluesborghi às 09h39
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