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Seu eu tivesse em Curitiba hoje!

Mas não tenha dúvida que eu ia assistir ao show

do André!

Se você estiver em Curitiba, não perca essa oportunidade..



Escrito por fernandobluesborghi às 11h49
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Rssssssss



Escrito por fernandobluesborghi às 09h27
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Antes Tarde Do Que Mais Tarde

Seguindo a risca o manual de classificação indicativa do Governo
federal, tenho a honra e o prazer de lhe informar que essas mal
traçadas linhas tem a classificação de 14 anos. Afinal irei tratar
de um tema de muita importância dentro do contexto artístico educativo
cultural, ou seja: O Adultério. Mas não que a indicação acima seja
decorrente desse tema tão desgastado, e sim de seu complemento, do
personagem coadjuvante dessa pequena trama: O Palavrão.
Mas que fique bem claro, o adultério em questão não é um adultériozinho
qualquer, desses que compõem os chavões clássicos da literatura pós
Nelson Rodrigues e seus seguidores. Muito pelo contrário, pois nesse
caso o amante da Adultera é nada menos nada mais que um modesto microondas.
Aos olhos de um leitor desapercebido, um singelo microondas não renderia
sequer meia dúzia de mal alinhavadas linhas de surrealismo grotesco,
com pitadas ingênuas de muita tragédia grega. Ledo engano. O microondas
em questão é muito mais que um mero personagem decorativo, pois além de
possuir traços essenciais do romantismo, presta seus serviços de ordem
refratária e calorenta  na residência de ninguém menos que Dercy Gonçalves.
Ninguém me tira da cabeça, que a centenária Dercy, assim como a grande
maioria da população mundial, possuem um intenso caso de amor com esse
tão moderno aparelho eletrodoméstico. E com a grande atriz do teatro de
Revista, não seria diferente. Afirmo sem medo de errar, pois assisti dias
atrás um especial a respeito da trajetória 100% da comediante na Tve do
Rio de Janeiro, uma fantástica e muito bem elaborada matéria com a protagonista
de “Se Meu Dólar Falasse”, “Cala Boca Etelvina”, “Minervina Vem Ai”
“Bububu no Bobobó”
entre outros filmes, e a maior parte da entrevista
de pouco mais de uma hora de duração, foi realizada na cozinha de seu
apartamento, ao lado de um elegante e silencioso microondas, que por mais
de uma vez foi alisado carinhosamente pela proprietária, que em nenhum momento
sequer fez questão de citá-lo, deixando assim um gancho enorme de probabilidades
de enriquecimento psicológico que se adapta muito bem a trama que ainda poderia
contar com saborosos números musicais dessa carioca nascida Dolores Costa
Gonçalves em Santa Maria Madalena (RJ), em 23 de Junho de 1907. Puta que o Pariu,
como o tempo passa!
Acho legal esse tipo de homenagem feita enquanto o homenageado em questão
ainda está vivo (quer dizer, ao menos com os olhos abertos, o coração
batendo e as orelhas em pé), esse tipo de iniciativa feita recentemente com o
também gigante Ariano Suassuna, deveria acontecer feito o aumento da cerveja,
com maior intensidade.
Tive o prazer de assisti-la ao vivo no palco do Teatro Ouro Verde em Londrina
em meados de 91, 92, 93, sei lá. Feito ela, não me lembro direito (ela do texto,
que era soprado frase por frase por uma assistente ao lado da coxia, e eu da
data, que pouco importa agora), pois ao fazer parte dos não mais que duzentos
pagantes daquela noite fria, além de rir como um condenado da maestria com que
ela conduzia os textos repletos de escárnio, improvisos e palavrões, ao sair do
auditório tive a certeza absoluta de que nessa rara oportunidade de presenciar
em seu habitat natural um monstro vivo do escracho e da ironia passando a limpo
sua vida, me senti parte importante do que há de mais genuinamente brasileiro
nos palcos desta terra.
Um leitor mais afoito e sedento de compreender a trama tão complexa de um
punhado de palavras sem pé nem cabeça poderia até ficar indignado e dizer:
-Puta que o Pariu! E o microondas?
Ora que falta de percepção! Feito o mais safado dos amantes, passou desapercebido
por todos e permanece lá ao lado de sua amada no reconfortante e silencioso canto
obscuro da cozinha, sempre de prontidão para compartilhar com quem quer que seja,
seus dotes repletos de calor, energia e vitalidade a qualquer hora do dia.
Salve Dercy!



Escrito por fernandobluesborghi às 09h04
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Só falta a Meryl Streep

Só lá pela alta madrugada, o silêncio do descanso chega à cidade.
Algo impossível de notar quando se é mais jovem. Até porque
silêncio e juventude são duas coisas que definitivamente não
combinam.

Essa espécie de silêncio mórbido fica extremamente legível
exatamente no horário em que a cidade se aquieta, quando o
interminável balé dos automóveis tem um recesso e as ruas
momentaneamente ficam vazias.

Parei por exatos dois minutos no meio da rua, por sobre a faixa
de pedestres num determinado cruzamento da cidade, que em pleno
horário do Rush é o mais fiel retrato do caos urbano, onde circulam
milhares de automóveis das mais variadas marcas, com os tipos mais
incomuns, mas com algo que os une de forma extrema. A cor.
Como pode uma tonalidade tão ou mais sem sal quanto algumas
composições do Benito de Paula, virar paixão nacional?
Definitivamente o Motorista Veste Prata.




Escrito por fernandobluesborghi às 10h11
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