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Alguma Coisa Está Fora Da Ordem


Já estava quase dormindo estirado no sofá quando o telefone celular
soou feito louco. O aparelho devia estar tocando a um bom tempo, pois
antes de executar a quinta de Bethoven ele vibrou no mínimo uns três
ou quatro minutos.
Assim que levantei daquele estado catatônico, senti que algo estranho
estava acontecendo. Não sabia exatamente o que, mas que meu organismo
estava reagindo àquela situação de forma inusitada, disso eu não tinha
dúvida. Pois, se bem me conheço, por muito menos barulho eu já teria
conclamado todos os santos existentes acompanhados de um Quilo e meio
de palavrões, com certeza.
Mas, por mais estranho que possa parecer, mesmo tendo meu sono interrompido
abruptamente e ainda nocauteado de sono dar de cara com o Jô Soares
entrevistando o Zezé de Camargo (o que por si só já seria mais que
suficiente para provocar-me uma ira avassaladora), por incrível que pareça,
eu continuava calmo, sereno e dócil feito um anestesiado na mesa de cirurgia.
Sem entender nada de nada do que estava acontecendo, e no fundo começando
a achar um tanto quanto duvidosa minha maneira calma e tranqüila de agir,
fui lentamente à procura de meu celular.
Não tinha a menor idéia de onde havia deixado o aparelho, e colocando meus
ouvidos para funcionar fui ao encalço daquela melodia aguda do meu Bethoven
pós-moderno.
Minutos depois, após uma procura um tanto quanto problemática, acabei encontrando
o aparelho numa calça suja dependurada no Box do banheiro. Ao levar a mão até
o bolso traseiro do meu surrado jeans de cada dia, o telefone cessou seu tilintar
agonizante.
Surpreendi-me novamente. Em outras ocasiões, por muito pouco eu já teria jogado
o aparelho no vaso, e saído aos trancos do banheiro xingando Deus e todo mundo
além de fazer questão de chutar tudo o que encontrasse pela frente. Algo que por
incrível que pareça não o fiz. Simplesmente voltei com celular em punho, e me
sentei no sofá.
Definitivamente alguma coisa estava fora da ordem. Eu não conseguia me reconhecer
daquela forma. Foi quando o aparelho vibrou em minhas mãos. Era minha mãe.
-Júlio, meu filho!
-Fala mãe?
-Só estou ligando pra confirmar!
-Confirmar o que, mãe?
-Você vem almoçar amanhã aqui em casa ou não vem? Vou preparar aquele macarrão
alho e óleo do jeitinho que você gosta! Pensa que eu não sei que aquela coisa da
sua ex-mulher não sabia fazer nem macarrão?
Lembrei de onde vinha tamanha tranqüilidade, paz e serenidade. Há cinco dias
eu havia me separado.


 



Escrito por fernandobluesborghi às 10h50
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Da Série: Frases Curtas Alvos Móveis

Estou escrevendo minha biografia.
Mas ainda não decidi se vou morrer
no final.

Ziraldo



Escrito por fernandobluesborghi às 18h58
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Como diria o Roberto Carlos:
O conto abaixo é de um amigo de longas jornadas.
O texto do Tadeu ( grande amigo ), foi publicado hoje
na Folha de Londrina e eu fiz questão de ripá-lo para cá.

A barata que era um barato

 
Ele pegou 30 anos de cadeia. Em cela separada, Garibaldo,
vivia tão só quanto um livro sobre o criado-mudo de um analfabeto.
O único ser a freqüentar sua cela era uma barata que vez ou outra
aparecia para remexer os restos de comida que sobravam. Passado um
longo período, Garibaldo que fora preso por seqüestrar uma melancia
e praticar atos obcenos com a mesma em banheiro público, começou
a afeiçoar-se à baratinha, a quem apelidou de Anastácia.

Ficaram íntimos, amigos de verdade. Garibaldo, que fez três anos
de advocacia, ensinou à Anastácia, balé, aula de sapateado, bater
palminhas, dar piroetas, fazer sim ou não com a cabeça, tudo. Digo,
quase tudo. Só faltava Anastácia falar. Seu amor pela baratinha era
tão forte que de duas em duas semanas ele envernizava as asas da pequena.
Sonhava ficar rico e quando saísse da prisão levaria Anastácia a um
programa televisivo e ambos seriam um sucesso. Tinha até um slogam:

’’Anastácia, a Barata que é um Barato’’.

Por fim chegou o grande dia. Garibaldo tornou-se um homem livre. Frente
à prisão, respirou fundo, olhou o céu, seus olhos estranharam o ardume
do sol, mas tudo bem. A liberdade em fim chegara. Estava um calor de mais
de trinta graus. Com uns troquinhos que lhe deram, separou alguns
e seguiu em busca de uma loira gelada. Chegando lá, sentou-se, pediu
uma estupidamente gelada e deu-se a conversar.

Comentou sobre seu sofrimento mas, que não fôra em vão, pois tinha
ele o segredo para o sucesso. Orgulhosamente, retirou de uma caixinha
Anastácia e colocou-a sobre o balcão...

Ouviu-se apenas, um grito e uma chinelada.

Sérgio Tadeu Furlan

http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=4813LINKCHMdt=20071003



Escrito por fernandobluesborghi às 21h31
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Teatro Cartum Apresenta : Comédias da Vida Conjugal

Crime Delicado


Ela achou que conhecia-o suficiente para pagar-lhe uma cerveja
naquele fatídico começo de tarde mormacento. Até ai nada de mais,
já que ele também havia se identificado com ela durante o curto
período em que se conheceram quando desastrosamente ele derrubou
pequenas partículas de cinza de cigarro paraguaio nas enormes coxas
brancas dela que estavam devidamente instaladas nas ultimas cadeiras
do escuro cinema nos confins da cidade na já tradicional sessão
matinal de domingo.
Ela com seu charme descomunal coça a orelha e tenta puxar um papo
cabeça.
-Sabia que você me lembra muito um ator de filme americano?
Ele ri depois de uma talagada de cerveja.
-Vencedor de Oscar?
Ela coloca as duas mãos sobre a mesa e de olhos fixos nele demonstra
que por trás daquela menina há um imenso poço de sinceridade.
-Não. De filme pornô. Você parece ator de filme Pornô Americano!
Ele todo inflado, com uma risadinha sacana de canto de boca não se
contém.
-Deve ser por causa do meu físico malhado ou quem sabe pela minha
postura meio rude de sentar à mesa!
Enquanto ele dá uma golada gigantesca, ela sem querer acaba com tudo.
-Não! É que você tem as pálpebras muito caídas.....


 



Escrito por fernandobluesborghi às 19h26
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Impagável...Impagável...

O Benett tá cada vez melhor.....

Veja mais:

http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/



Escrito por fernandobluesborghi às 20h06
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