Da Série: Frases Curtas Alvos Móveis
"Sempre Tive O Maior Cuidado Para Não Tropeçar No Meu Beiço"

Grande Otelo
Escrito por fernandobluesborghi às 20h28
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Blues....
Vale a pena ouvir.Puta som desses cariocas. Confira:
http://www.myspace.com/tobaccordband

Outro que também vale a pena ser ouvido
é o Jonny Lang, muito bom.....
http://www.myspace.com/jonnylang

Pra ouvir um Bom Blues não tem hora.....
Escrito por fernandobluesborghi às 17h45
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Rssssss...... Impagável...
O Bennett está cada vez melhor...

Veja Mais....
http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/
Escrito por fernandobluesborghi às 21h25
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Sinal Determinante
Determinadas reações de fúria momentânea ou rejeição mal calculada a assuntos tão ou mais banais que a quantidade de óleo disponível em uma panela para a fritura de uma porção de Batatas num domingo modorrento de calor insuportável recheado de mosquitos por todos os lados, é sinal determinante de que o fim se aproxima e ou se faz presente há tempos em um relacionamento. -Poxa Maria Eduarda, Ovo Frito de novo? -É Luis Cláudio. Ovo Frito de novo, Por quê? -Hoje é quinta-feira, e desde Domingo que você não faz outro tipo de prato. É Arroz, Feijão e Ovo Frito! Tenha santa paciência! -Eu se fosse você ficaria contente! -Contente!? -É! Pelo menos hoje os ovos não estão queimados!

Escrito por fernandobluesborghi às 19h26
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Segunda parte de Duas ...... e ou Final
O Pequeno Grande
A véspera do grande acontecimento finalmente havia chegado. A pequena Capinópolis nem parecia à mesma, muito orgulhosamente a minúscula e singela cidade do longínquo interior Mineiro havia se transformado na capital mundial das Ciências Ocultas. Tal evento era de proporções tamanhas que não só a imprensa do mundo inteiro se fazia presente na cidade, mas para alegria geral dos promotores do evento uma imensa maioria de seguidores do ramo do esoterismo (tradicionais concorrentes dos seguidores das Ciências Ocultas), fazia questão de marcarem presença no evento, pura e simplesmente em forma de protesto a tal iniciativa que segundo eles denegria de forma revoltante seus princípios o que apenas e tão somente colaborava ainda mais para transformar a pacata cidade numa verdadeira Torre de Babel. Suas ruas foram tomadas por estrangeiros de todas as nacionalidades, conforme cálculos não muito confiáveis emitidos pela assessoria de imprensa da Prefeitura davam conta que naquele instante mais de vinte mil pessoas circulavam pelas ruas da pequena Capinópolis. E todas as atenções obviamente estavam voltadas para o pequeno e tradicional Panorâmico Pousada Hotel, que servia de abrigo confinado para os competidores. Os mais de cem inscritos (muitos deles abrigados nos corredores do minúsculo Hotel), não tinham contato nenhum com o mundo exterior. Era uma espécie de isolamento para que forças externas não exercessem nenhum tipo de interferência Oculta sobre eles, vindo a prejudicar a competição. Mas por incrível que pareça, mesmo com toda a cautela tomada pela organização, mesmo mantendo os competidores no mais completo e possível afastamento da humanidade, surgiu nos corredores do Hotel uma boataria sem fim a respeito de uma possível vitória do Pequeno Grande, fazendo com que a então Bi Campeã do evento e favoritíssima por excelência a Sueca Blabbermouth Skatteverket ficasse com a pulga atrás da orelha e sentindo-se ameaçada de um posto conquistado a muito custo dentro e fora da quadra, tomasse iniciativa e partisse para o ataque. A esperta polaca dos olhos azuis desceu das tamancas e mesmo não confiando plenamente naquela conversa toda resolveu apenas por precaução tomar as medidas cabíveis e defender o que ela achava ser seu por direito. Usando de seu charme pessoal e abusando de sua beleza escultural recheada de segundas intenções a Sueca tratou logo de fazer amizade com o Pequeno Grande. Sabedora da imensa gana por falar do pobre Capiau, deu-lhe trela suficiente para o inicio de um monólogo por parte dele. A representante dos Alpes simplesmente Subornou o proprietário do Hotel a Base de longos sorrisos sensuais, provocantes doses de amostra de suas gigantescas pernas brancas e dólares e mais dólares. Em um plano astuto e arriscado a beldade das terras geladas conseguiu nada menos que duas grades e meia de cervejas estupidamente geladas, fazendo com que o copo de sua presa não permanecesse vazio um minuto sequer. Com o Pequeno Grande devidamente à vontade, colocou-se apenas a ouvir o língua solta que completamente hipnotizado pela presença de uma companheira tão estonteante não deixou por menos e falou como nunca havia falado antes, num tom de voz animado e potente que a cada garrafa de cerveja derrubada aumentava ainda mais, e para a surpresa geral de todos os curiosos que ouviam a conversa na calçada defronte ao Hotel, o Pequeno Grande falou única e exclusivamente sobre as Ciências Ocultas, demonstrando ser um profundo conhecedor do tema. Um dos aditivos dessa empolgação toda era os cativantes sorrisos de sua silenciosa interlocutora que se fazendo de interessada em seus assuntos Ocultos cada vez mais alcoolizados deixavam-no cada vez mais à vontade. Blabbermouth atenciosamente ouviu-o por mais de vinte horas ininterruptas até que o cansaço o venceu, e de copo em mãos dormiu sentado próximo ao balcão da recepção. Para a tristeza geral de toda a cidade e para a decepção de todos os amigos mais próximos do Pequeno Grande, a sueca Babbermouth sagrou-se tri-campeã do evento, já que o único adversário que poderia fazer sombra a sua capacidade de dissertar sobre o Ocultismo (não pelo conhecimento, mas pelo poder do convencimento labial), simplesmente acompanhou a competição sentado, fazendo o insignificante papel de acompanhante de honra do evento. O Pequeno Grande mais parecia um zumbi, completamente sem voz, rouco, com a garganta inflamada. Aquele era um fardo tão ou mais pesado que a própria morte para o língua solta. Afinal, permanecer mais de horas calado, com a garganta aos cacos e apenas ouvindo era tão ou mais ridículo do que ser enganado por uma trapaceira Sueca de pernas brancas e olhos azuis.

Escrito por fernandobluesborghi às 09h17
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Primeira parte de Duas
O Pequeno Grande
Sua falta de tamanho, estatura pequena ou sua pouca expressão corporal (como preferia citar em alto e bom som), nunca lhe fizera a menor falta. Muito pelo contrário, o Pequeno Grande (como gostava de ser chamado), habilmente compensava sua pequenez (não mais que um metro e meio), com uma extrema habilidade de conversar. E como conversava o miserável. O médico que o havia colocado no mundo não cansava de dizer que no dia que o dito cujo nasceu ao recepcioná-lo com as tradicionais palmadinhas em sua bunda ao invés de chorar como toda criança normal, o Pequeno Grande simplesmente assustou a todos do hospital com um grunhido nervoso e enfático, algo bem próximo a um palavrão. O Pequeno Grande possuía uma verve incrível quando o assunto era dialogar. Ainda na Segunda Série do Primeiro Grau surpreendeu a escola toda ao ser testado junto com os demais alunos de sua sala, numa prova oral de História. A pobre professora (que havia sido transferida de uma cidade vizinha, e obviamente não conhecia sua fama de língua solta), perguntou a ele e os demais a respeito do Descobrimento do Brasil. A singela e resumida resposta do pequeno Grande durou exatas 72 horas. Com incrível habilidade ele simplesmente puxou o fio do novelo da arvore genealógica da família do velho Cabral desde a Pré-História. E quem ousaria de provar o contrário. Era simplesmente um fenômeno, falava pelos cotovelos. Era praticamente impossível interrompe-lo. Quando desembestava falar, esquecia como que por completo do restante da humanidade, nada nem ninguém era capaz de detê-lo, simplesmente possuía o dom de falar com extrema tranqüilidade sobre qualquer tema por horas e horas. E não bastasse sua dose cavalar de conhecimentos a respeito de todo e qualquer assunto (que ninguém nunca soubera de onde havia surgido), ele proseava com uma naturalidade tão grande que mesmo mediante seu pouco grau de escolaridade (não chegou a completar a Quinta série), não deixava nada a desejar a qualquer magistrado. Culpa mais uma vez de sua infinita verve pelo diálogo. Nenhuma escola da cidade, da região ou do estado o aceitava. Culpa essa que também teve a colaboração de um Programa Sensacionalista de Televisão, que em uma reportagem a respeito de seus dotes particulares fez com que sua fama alçasse vôos muito além do Município. Ao serem procurados por seu Pai para a matricula todos os Estabelecimentos de ensino diziam a mesma coisa: Era impossível ter um aluno mais falante que o Professor dentro de uma Sala de Aula. Mesmo encontrando imensas dificuldades ao tentar dar prosseguimento a seus estudos, o Pequeno Grande resolvera seu problema estudando por contra própria. E sempre que consultado sob qualquer assunto era saudado com incrível entusiasmo por verdadeiros estudiosos de qualquer tipo de matéria. Até o dia que sua cidade Natal se transformou em sede de um Campeonato Internacional de Ciências Ocultas. Capinópolis finalmente ia entrar para a agenda de eventos Internacionais. A pequena cidade Mineira de não mais que 14.000 habitantes, ia pela primeira vez servir de sede para um dos Torneios de maior expressão do Ramo das Ciências Ocultas do Mundo. Representantes de um sem número de paises iam por três dias e três noites seguidas discutir sob assuntos de suma importância do ramo do Oculto. E por incrível que pareça Capinópolis não possuía um filho de sua terra sequer para representá-la. O Prefeito que com muito esforço havia conseguido trazer tão significativo evento a seu Município estava em vias de ter um infarto já que toda a mídia Internacional ia fazer cobertura do acontecimento e ele não possuía sequer um nome para representá-lo em tão renomado evento. O Prefeito já estava em vias de cancelar tamanho acontecimento quando um de seus subordinados citou o nome do Pequeno Grande como um possível representante do Município, pois bastava uma singela e indefectível fagulha de qualquer assunto, um nada espichado em forma de palavra, um mero e simples pestanejar já seria mais que suficiente para que o Pequeno Grande dissertasse por mais de horas. Alguns dos poucos amigos que possuía diziam que essa imensa facilidade de converter qualquer assunto em uma conversa afiada era legado de seu velho pai, um ex-locutor de Rádio Am. Ele com certeza seria a pessoa certa para representar os Capinopólitanos em um evento de suma importância tanto para o Município quanto para a reeleição de seu Prefeito. Mesmo sem estar devidamente credenciado no Instituto Brasileiro de Ciências Ocultas e sobre significativos protestos da não muito unida classe dos Ocultistas, o Pequeno Grande teve sua inscrição aceita, mediante um pequeno suborno do Prefeito, é claro.
continua.....

Escrito por fernandobluesborghi às 17h29
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